F A T O R A M A - [[[ Editorial ]
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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 20/05/2007

EDITORIAL
Palavras
"Eu não brinco com democracia. Fui obrigado a ser candidato à reeleição. Sou contra e não serei candidato em 2010. Não serei, nem pensarei, nem cogitarei em qualquer hipótese do terceiro mandato”. Foi este o ponto político mais enfático do presidente Lula, nessa semana, em sua primeira entrevista coletiva deste segundo Governo. Mas terá sido sincero? Para evitar dúvidas, fez questão de frisar que desautorizou qualquer iniciativa nessa direção de sua coalizão no Congresso. Essas declarações permitem duas ilações: já existe articulação do PT e aliados para um terceiro mandato; e se for “obrigado” pela circunstância política poderá aceitar o desafio, como o fez na reeleição. Ou seja, como sinceridade em política é algo tão consistente quanto uma nuvem passageira, tudo pode acontecer até chegar 2010. Mesmo Lula assegurando que não brinca com democracia. Mas o poder é capaz de tudo.


OPINIÃO DOS LEITORES

Questão do Aborto (1)
Questão do Aborto (2)
Como disse o papa Bento XVI em sua recente visita ao Brasil, os que apoiam a legalização do aborto merecem ser excomungados. Pode ser uma palavra forte demais, mas é isso mesmo. Quem pratica ou apoia o aborto, um crime contra a vida, está, automaticamente, excomungado porque fica fora dos princípios evangélicos, da doutrina cristã e da Lei de Deus. Somente Deus pode dar e tirar a vida.

Cristina Morais
Brasília - DF
Defensores da legalização do aborto sustentam que a questão não é religiosa e sim social, um argumento que não tem sustentação ética. Se pode ser considerado legal um crime contra o ser humano antes do seu nascimento, por razão social ou econômica, o mesmo critério pode ser válido para o crime depois do nascimento. Isto é, quem defende o aborto não tem o menor respeito pelos valores da vida.

Fernando Ribeiro
Brasília - DF
Questão do Aborto (3)
Questão do Aborto (4)

Causa preocupação a dubiedade do presidente Lula. Disse, em entrevista, que como cidadão é contra o aborto, mas como presidente da República é a favor. Que significa isso? Que o Presidente tem duas consciências éticas? Que enquanto cidadão age como fiel católico e enquanto Presidente age como fiel marxista? Diante de uma questão tão grave, ao Presidente cabe ser bem claro e bem definido.

Solange Fonseca
Brasília -
DF
Parece incrível que, em tempo de terceiro milênio e de modernidade, a Igreja de Bento XVI, contra o aborto, contra a camisinha, contra o sexo antes do casamento e contra a união de homossexuais, queira impor seus valores e suas regras ao conjunto da sociedade. No caso do aborto, o ideal seria evitar a gravidez indesejada. Sem isso, o aborto é a alternativa. O resto é crença ultrapassada.

Leandro Torres
Brasília - DF

Walter Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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