| Líderes
do G-8 – os sete países mais ricos do mundo e a Rússia e das principais
economias emergentes estarão reunidos agora em novembro para discutir
uma mudança histórica: revisão do sistema financeiro internacional
e refundação do capitalismo. Proposta é da França, Alemanha e Inglaterra,
apresentada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy: “É necessária
uma refundação global do capitalismo, baseada em valores que ponham
as finanças a serviço dos negócios e dos cidadãos, e não vice-versa”,
disse Sarkozy aos dirigentes de 27 países da União Européia reunidos,
nessa semana, em Bruxelas. Para os líderes europeus, não pode mais
acontecer o |
que está acontecendo. Somente nos Estados Unidos, o Governo Bush deve
gastar cerca de US$ 4 trilhões no salvamento de bancos e instituições
financeiras e o custo dessa operação será pago pelos contribuintes
americanos. Além dos US$ 2,6 trilhões já comprometidos diretamente
com a recuperação de bancos quase falidos, o Governo se viu forçado
a aumentar as garantias de depósitos bancários, assegurando o dinheiro
dos correntistas até o valor de US$ 250 mil. E ainda tem um rombo
de US$ 1,4 trilhão de pequenas empresas. Tudo isso acabará sendo pago
pelos cidadãos. Para evitar que isso se repita, os governantes da
Europa querem mudar as regras |
do sistema financeiro que ainda são as lançadas na Conferência de
Bretton Woods, em julho de 1944, pouco antes do fim da Segunda Grande
Guerra Mundial. Para eles, o ponto-chave a ser debatido na reunião
de novembro próximo é a reforma do FMI. Essa é uma questão fundamental,
segundo o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, festejado nos
últimos dias como o líder das medidas emergenciais adotadas na Europa
contra a atual crise global. “Esta crise não tem origem européia,
mas são os europeus que estão formulando a revisão do sistema financeiro
internacional”, lembra o presidente francês, Nicolas Sarkozy, autor
da proposta. |
Gordon
Brown de olho no neocapitalismo
Presidente
George Bush apóia proposta
|