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Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 19/10/2008

REPUBLICANOS MOSTRAM A CARA
último debate antes das eleições entre os dois principais candidatos à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, realizado na quarta-feira, foi visto por muitos como o derradeiro e virulento esperneio do grupo que tomou a Casa Branca oito anos atrás. Não é à toa. A participação de McCain no debate foi marcada por contradições tão profundas e de tal forma irreconciliáveis que não haveria como qualquer marqueteiro republicano sustentar o mínimo daquela coerência tão necessária para a eficiente emissão de qualquer mensagem. A primeira contradição é que desde que a crise financeira tomou conta dos Estados Unidos e Obama viu a diferença nas pesquisas de intenção de voto aumentar em seu favor, McCain apelou para uma estratégia clara: esvaziar do debate eleitoral a dimensão econômica da administração republicana e concentrar todos os esforços na tentativa de estabelecer ligações mais sólidas entre o candidato democrata e ex-radicais da década de 1960. McCain falhou contundentemente. Primeiro, porque, de fato, as ligações são superficiais e pouco relevantes. Segundo, e mais importante, porque Obama está longe de ser um radical. A desesperada tentativa de desenhá-lo desta forma, aliada aos tons reacionários e racistas que ganharam os comícios mais




recentes da vice de McCain, Sarah Palin, só serviram para ilustrar, mais uma vez, quão extremistas são os próprios republicanos. A segunda contradição, talvez a mais óbvia de todas, é que McCain insistiu pesado no tradicional discurso republicano sobre necessidade de governos menores e menos impostos.

O problema: McCain faz isso justamente no exato momento em que ele mesmo, seu partido, seu governo e diversos países do mundo promovem em conjunto o que é provavelmente a maior intervenção estatal da história capitalista. Dias após George W. Bush implorar para que o Congresso norte-americano apoiasse tal intervenção. A terceira contradição é entre McCain e a própria população. Uma comparação: nas eleições passadas, em 2004, os republicanos haviam conseguido, sob o impulso do 11 de setembro, deslocar de maneira impressionante o centro político norte-americano para a direita. Após a queda das torres gêmeas, boa parte dos norte-americanos queria ver sangue. A tal ponto de acreditar em um conjunto de falsidades deslavadas a fim de promover uma guerra. A tal ponto de rasgar a Constituição em nome da segurança. Mesmo diante deste contexto, os democratas lançaram a chapa John Kerry e John Edwards, considerada por muitos, equivocadamente, é verdade, afastada por demais dos rumos que a onda política traçava no momento. Quem nada contra a maré hoje é McCain. Não obstante as tentativas de classificá-lo como um independente, sua candidatura é, principalmente na reta final da campanha, o que partido republicano tem de mais visceral. E para as chances eleitorais de McCain isso está longe de ser algo positivo.



BRASIGUAIOS - Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, garantiu ao presidente Lula que os colonos brasileiros não serão expulsos do território paraguaio. Mas fazendeiros paraguaios estão pressionando para que produtores brasileiros de soja a leste de Assunção deixem suas terras.

Vantagem de Obama
Crise Fecha Europa
O Papa e a Fome
Começa o desânimo na campanha do republicano John McCain na corrida à Casa Branca. Pelas últimas pesquisas, o candidato democrata, Barack Obama, já tem vantagem de 14 pontos e segue para a vitória.

Por causa do agravamento da crise financeira mundial, dirigentes dos 27 países da União Européia decidiram, nessa semana, em Bruxelas, que serão mais rigorosos quanto à entrada de imigrantes. Vão evitar a concessão de vistos de residência, como fizeram nos últimos anos a Itália e a Espanha que legalizaram quase 700 mil estrangeiros. Sustentam que, agora, com a crise e recessão, vão restringir a imigração à capacidade de recepção de seus países.
“Consumismo, especulação, corrupção e investimentos militares” são as principais causas da fome no mundo, destacou o papa Bento XVI em mensagem, nessa semana, pelo Dia da Alimentação.


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