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contrário do que imaginavam, o presidente da Câmara Legislativa
do DF, Alírio Neto(PPS), e demais distritais nem tiveram tempo
para um relaxamento depois da esperada renúncia, confirmada
nessa semana, do deputado Pedro Passos (PMDB), bombardeado por
graves denúncias há mais de três meses e que acabaram paralisando
os trabalhos da Casa. Quando tudo parecia que podiam ficar aliviados
diante da decisão do deputado de renunciar para se livrar da
cassação, evitando, assim, maiores desgastes para a CLDF, de
repente, foram surpreendidos por novo escândalo: agora é a deputada
Érika Kokai(PT), acusada de elevada e estranha movimentação
de conta bancária, assim como aconteceu com deputados petistas
federais no esquema do Mensalão, que abalou o Congresso Nacional.
Denúncia contra Érika Kokay é do ex-servidor do seu próprio
gabinete na |
CLDF,
Geraldo Batista da Rocha Júnior, que pediu demissão essa semana.
Ele protocolou a acusação na Câmara, na Procuradoria da República
e na Corregedoria da Polícia Civil. Em sua denúncia, Batista
destaca que solicitou exoneração por não aceitar mais ser usado
como “laranja” tendo que dispor de sua conta bancária para movimentação
de dinheiro de Caixa Dois da deputada. Com salário inferior
a R$ 2 mil, ele anexou ao processo extratos de sua conta de
2003 comprovando movimentação de mais de R$ 150 mil, valor totalmente
incompatível com sua renda. Juntou também cópias de cheques
depositados em sua conta em nome de servidores do gabinete de
Érika Kokay e do Sindicato dos Bancários, que apóia a deputada
petista. Em sua denúncia, Geraldo Baista Júnior ainda afirma
que, além de forçado a colocar sua conta à disposição de movimentação
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Pedro Passos renunciou para evitar cassação
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ção mas terá que dar explicações sobre seu suposto envolvimento
com as operações fraudulentas da construtora Gautama
em depoimento à CPI que vai investigar a empresa pivô
da Operação Navalha da Polícia Federal. Passos chegou
a ser preso em 17 de maio
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deputada, era obrigado a entregar cheques assinados em
branco, seu cartão bancário e sua senha para que o gabinete
da parlamentar pudesse fazer a movimentação financeira.
Érika Kokay, que é presidente da Comissão de Defesa dos
Direitos Humanos, Ética e Decoro Parlamentar da CLDF,
nega as acusações, mas caberá agora à Corregedoria da
Câmara analisar a denúncia e decidir se abre ou não contra
ela processo por quebra de decoro parlamentar. Embora
os demais parlamentares evitem comentar o novo escândalo,
nos bastidores da Casa já há uma desconfiança |
de que esse dinheiro extra movimentado por Érika Kokay,
pode ter vinculação com os recursos ilícitos do Mensalão
que abasteceram as contas de diversos parlamentares
do PT, acusados pelo Ministério Público de formação
de quadrilha e cujo processo começa a ser julgado nos
próximos dias pelo Supremo Tribunal Federal. “Eu não
tenho nada a esconder. Peço que quebrem meu sigilo fiscal
e bancário. Tenho como declarar todos os bens”, defende-se
a deputada petista. Quanto ao ex-deputado peemedebista
Pedro Passos, livrou-se da cassa
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passado juntamente comoutras 46 pessoas acusadas de terem
participado do esquema da Gautama, cuja investigação indica
o desvio de mais de R$ 170 milhões dos cofres públicos
em vários Estados, inclusive o Distrito Federal. Passos
teria tido envolvimento com as fraudes da Gautama como
deputado e como Secretário de Agricultura, cargo que ocupou
durante o Governo Roriz. Em resumo: nem acabou um escândalo
e surge outro para denegrir ainda mais a imagem da Câmara
Legislativa já tão desgastada e sem credibilidade junto
à população do Distrito Federal. |
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