Walfrido Mares Guia


Governo Lula começou a liberação de R$ 3,5 bilhões do Orçamento da União de 2007, em emendas parlamentares, para garantir apoio no Congresso à prorrogação da famigerada CPMF.
GOVERNO EXIGE CPMF CONTRA O POVO
Cansados, insatisfeitos e revoltados, milhões de brasileiros começam a reagir contra a mais alta carga de impostos do mundo, R$ 450 bilhões ao ano, perto dos 40% do Produto Interno Bruto-PIB, e tentam barrar o furor tributário incontrolável do Governo Lula. Mais de 73% da população, conforme atestam pesquisas, estão exigindo o fim da famigerada CPMF, criada há 11 anos e com validade até dezembro próximo, mas o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia(foto), rejeita essa possibilidade, peremptoriamente, e adverte: “O Brasil não pode viver sem a CPMF. Seu fim equivaleria a fechar metade dos Ministérios”.

Mais de R$3,5 bilhões do Orçamento da União de 2007, em emendas parlamentares, estão sendo liberados pelo Governo Lula para acalmar os aliados queixosos, entre os 513 deputados e 81 senadores, e conquistar a adesão de não aliados para aprovação, até setembro próximo, da prorrogação da CPMF de 0,38% até 2011. Governo aciona o seu rolo compressor, operado pelo ministro Mares Guia, exatamente quando se prepara para enviar ao Congresso um projeto de reforma tributária e o Congresso tem oportunidade única para acabar com esse abuso do Governo, que assalta o povo em R$ 40 bilhões anuais sob o nome de CPMF. Lançada como contribuição provisória para resolver mas não resolveu os problemas na saúde pública, que se agravaram em todo o País, virou um tributo prorrogado e já teve desvio de mais de R$ 33 bilhões para outras áreas não prioritárias. Como o fim de sua validade constitucional está próximo, o presidente Lula e seu PT deveriam ser coerentes, pelo menos uma vez, cumprindo o que prometeram em campanha ainda para o primeiro mandato: enterrar a abusiva CPMF. Mas, vergonhosamente, o que estão fazendo o Governo Lula e seu PT? Já conseguiram prorrogar o tributo uma vez em 2003 e agora usam de todos os expedientes para nova prorrogação da CPMF. Desde julho último, e mais intensamente a partir deste agosto, está desovando R$ 540 milhões ao mês de emendas parlamentares ao Orçamento da União e acelerando as nomeações dos indicados pelos partidos aliados para cargos federais, tudo coordenado pelo ministro Mares Guia. Entrou na barganha até a destinação ao PMDB da presidência da poderosa Furnas Centrais Elétricas, que tem investimentos previstos de R$ 1 bilhão no próximo ano. Sob pressão do Governo Lula, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, por 44 a 15 votos, o projeto de emenda constitucional enviado pelo Planalto para prorrogação da CPMF. Agora, comissão especial de 18 deputados vai debater sobre a divisão da receita com Estados e Municipios. Como o Governo espera arrecadar em 2008, R$ 39 bilhões do imposto, teria de transferir mais de R$ 11 bilhões para governadores e prefeitos. Categórico, o ministro Mares Guia antecipou ser vital ao Governo o tributo sem divisão: “Consideramos as pressões normais, mas, na hora de votar, a orientação é para não fatiar a CPMF”. Governo bom é o que faz tudo para atender aos interesses do povo e não dos partidos. Partidos bons são os que tudo fazem para satisfazer os anseios da sociedade e não do Governo. Como o Governo Lula não quer, de jeito nenhum, extinguir a CPMF, preferindo contrariar os interesses do povo, cabe aos partidos, adotarem a única atitude honesta que lhes resta como representantes da sociedade: acabar, definitivamente, com a abominável CPMF. Se o fim desse tributo perverso vai encerrar as atividades de metade dos 37 Ministérios de Lula, como alega Mares Guia, melhor ainda para o País pela economia de dinheiro desperdiçado e melhor também para o presidente Lula, que ficará livre de tanta gente incompetente que não serve em nada ao Brasil. Portanto, que seja decretado o fim do tributo. Xô, CPMF!
Cabe aos deputados federais e senadores, como representantes do povo brasileiro, a única atitude certa e honesta que lhes resta: acabar com esse abuso chamado CPMF, atendendo ao clamor nacional.

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