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| FATORAMA | |
| Jornal das Vozes Livres de Brasília | |
| HOME Brasília - DF 19/08/2007 |
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EXEMPLO
DO FRACASSO
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| liberação de verbas contempladas por emendas parlamentares ao Orçamento. O Executivo está de cofres abertos para o Legislativo. Nada mais conveniente para o Governo em período de votação de CPMF. Mais, cria uma brecha para que mais trocas ocorram até o final de setembro, período no qual se encerra o prazo para filiação partidária antes das eleições de 2008. A idéia de abertura de uma janela pode não parecer de todo mal. Tendo em vista que os parlamentares terão um grande estímulo para não mudar de partido de setembro em diante, ela ameniza a camisa de força partidária. Ora, se o mandato pelo qual o |
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eleições. Mas diversos problemas surgem diante desse contexto. Porque há basicamente dois cenários possíveis, ambos mal resolvidos na nova lei. Num, extremamente comum, o deputado decide mudar de partido não por qualquer razão programática ou ideológica, mas porque enxerga noutra agremiação maior espaço político ou melhores condições puramente eleitorais. Tamanha capacidade de flexibilidade partidária continua sem ser coibida. E ainda noutra, mais rara, o parlamentar decide buscar outra legenda porque ela é quem não é fiel. Ou seja, ela que se transformou em algo distinto do que |
era anteriormente, seja por mudanças programáticas seja por falta de compromisso
com o mesmo programa. É o exemplo clássico dos parlamentares oriundos do
PT que fundaram o PSOL, posicionado como o PT de ontem. Tal comportamento
também continua sem solução aparente. A lei contempla, e mal, apenas uma
ponta do processo, a do parlamentar. Mas há problemas de fidelidade nas
duas. Nesse caso, parte da reforma política, supostamente salva, segue o
exemplo do todo. O fracasso. *Estudante de Ciência Política na UnB e de Jornalismo no UniCeub. |