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Com oito senadores governistas e apenas três oposicionistas, o que
se pode esperar dessa CPI da Petrobras? Nada. Mais ainda que a CPI
será comandada pelo presidente João Pedro(PT-AM) e pelo relator Romero
Jucá (PMDB-RO), dois governistas mais governistas do que os demais
governistas. É o resultado de um arranjo pessoal do presidente Lula
para evitar que sua ministra-candidata à Presidência, Dilma Rousseff,
e que a Secretária demissionária da Receita Federal, Lina Vieira,
sejam convocadas para depor. Ordem de Lula aos governistas é impedir
as investigações propostas pela oposição, que começa derrotada ao
não conseguir emplacar como presidente o senador |
Álvaro Dias(PSDB-PR), autor do requerimento para a formação da CPI
instalada nessa semana. Para a oposição, a única vitória é ter conseguido,
depois de dois meses de negociação e várias tentativas frustradas,
a instalação da CPI. Mas, e os resultados? Ora, a estratégia dos governistas,
por orientação do presidente Lula, é não deixar votar nenhum requerimento
que não tenha sido selecionado pelo relator e blindar todos os assuntos
que comprometam a Petrobras, seu presidente Sérgio Gabrielli, a ministra
Dilma Rousseff e o próprio Governo. Serão apenas três senadores da
oposição fazendo todo o esforço para perfurar a caixa-preta da Petrobras
e oito governistas tentando |
impedir que isso aconteça. Só resta à oposição esperar que a opinião
pública pressione o Senado para que sejam realmente apuradas todas
as irregularidades denunciadas na Petrobras sob gestão do PT: contratos
irregulares sem licitação, superfaturamentos, fraudes fiscais, desvio
de recursos para aliados do PT, tudo envolvendo valores gigantescos.
Mas, por ordem do presidente Lula, os governistas vão fazer tudo para
evitar qualquer apuração com o falso discurso político de que a Petrobras
é muito importante para o Brasil e não pode ter sua imagem prejudicada
no exterior. Primeira reunião da CPI está prevista para 6 de agosto,
depois do recesso parlamentar. |
Senador
Romero Jucá, relator da CPI
Ministra
Dilma Rousseff, alvo da CPI da Petrobras
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