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Populações de sete regiões do Brasil sonham com a criação
de seus futuros Estados, como o Estado do Cariri, no sul do
Ceará, mas não querem que se repita com elas o plebiscito
da discórdia feito no Pará. Pela Constituição, o desmembramento
de um Estado deve ter “aprovação da população diretamente
interessada” na emancipação. Mas o TSE resolveu mandar todos
os 4.8 milhões de eleitores paraenses às urnas. Como a ampla
maioria é da Região Metropolitana de Belém, impôs aos povos
de Carajás e Tapajós uma fragorosa derrota antecipada e inevitável.
Resultado: o Pará está irremediavelmente rachado e conflagrado.
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