Paulo Skaf


Presidente da Fiesp e líder do movimento nacional contra a CPMF, Paulo Skaf, acredita que, em plenário, os senadores votarão conscientes dando fim ao imposto rejeitado pelos brasileiros.
ÚLTIMA CHANCE PARA FIM DA CPMF
Para manter o castigo da CMPF aos brasileiros até 2011, o Governo Lula transformou a Comissão de Constituição e Justiça do Senado em vergonhoso balcão de negócios liberando mais de R$ 267 milhões aos senadores aliados que votaram contra o povo. Agora, última chance do Brasil para acabar maldito imposto será, provavelmente, dia 18 de dezembro, no plenário do Senado. Líder do movimento nacional contra a CPMF, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf(foto) está confiante: “Continuamos firmes na crença de que os senadores, respeitando a vontade popular, votarão contra a proposta do Governo de recriar essa contribuição provisória que já perdura 11 anos”.

Com essa declaração ao Fatorama, Paulo Skaf, que chegou a entregar ao Senado documento com 1.3 milhão de assinaturas de brasileiros exigindo o fim imediato do tributo, reafirma sua convicção de que os senadores estão conscientes quanto à importância de acabar com a CPMF em seu prazo constitucional de 31 de dezembro próximo. Além do prazo legal, existe o fator positivo do crescimento da receita tributária. Como o Governo já arrecadou, somente neste 2007, mais de R$ 500 milhões em impostos, o presidente da Fiesp vem repetindo essa observação: “O Governo vai arrecadar R$ 60 bilhões a mais do que era previsto para este ano. São quase duas CPMFs. E para 2008 a previsão é de que o Governo arrecade mais de 13% a 14%. Não há razão para manter a CPMF”. Além disso, o dirigente e líder empresarial faz questão de lembrar que acabou a tolerância da sociedade brasileira com esse imposto considerado injusto e perverso: “A CPMF foi criada equivocadamente. Está certo que a sociedade foi tolerante, mas era para durar apenas três anos. E o que aconteceu foi que, de três anos já chegamos a 11 e o que era 0,20% já chegou a 0,38%. Assim como o imposto, a tolerância também era provisória”. Para Paulo Skaf, agora, o fim da CPMF é também a última chance de abrir a porta da reforma trbutária e, assim, reduzir a carga de impostos que é uma das mais altas do mundo, travando os investimentos e o desenvolvimento nacional. Segundo ele, a redução de apenas 0,02% na alíquota da CPMF, como quer o Governo, é insignificante e: não vai contribuir para desonerar a atual carga tributária. Por tudo isso, ele acredita que o plenário do Senado decretará o fim da CPMF. Confiança do presidente da Fiesp é a mesma demonstrada pelos senadores da oposição, especialmente por Kátia Abreu(DEM-TO), cujo relatório na Comissão de Constituição e Justiça do Senado foi derrotado por 12 votos a 9, depois de o Governo agir com seu rolo compressor de negociatas, verbas, cargos, pressões, ameaças, manobras e chantagens: “Perdemos uma batalha mas com a certeza de que no plenário, onde os titulares não podem ser substituídos, os senadores da República votarão com o Brasil”. Exatamente os 12 senadores que rejeitaram o relatório de Kátia Abreu contra a prorrogação da CPMF até 2011 são os mesmos que traíram o povo e aprovaram o voto em separado do líder do Governo, Romero Jucá, que mantém o texto que passou na Câmara. Proposta segue, agora, para o plenário onde receberá emendas, e depois voltará à CCJ para relatório final. Em seguida irá ao plenário para votação em primeiro turno na primeira quinzena de dezembro. Governistas mais sensatos calculam que têm 46 votos garantidos, mas precisam de 49 para manter a CPMF. Prevêem-se muitas negociatas do Governo no balcão de negócios com dinheiro público, do Orçamento, repetindo o Mensalão para garantir vitória na batalha final da CPMF, no segundo turno, dia 18 de dezembro. E então o Brasil conhecerá os senadores que, realmente, defendem os interesses do povo e os que, além dos 12 já assumidos, são verdadeiros traidores do povo.
Governo precisa de 49 votos para vencer batalha final da CPMF no plenário do Senado prevista para dia 18 de dezembro quando o Brasil conhecerá os senadores defensores e traidores do povo.

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