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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 18/10/2009

E FORMA MAIS CONTIDA QUE LULA E DILMA, TAMBÉM OS GOVERNADORES JOSÉ SERRA E AÉCIO NEVES BUSCAM MOVIMENTAR-SE, FECHANDO ACORDOS E TENTANDO GERAR FATOS MIDIÁTICOS. A OPOSIÇÃO, NO ENTANTO, PARECE ACUADA. ATÉ AQUI, SEM UNIDADE E SEM UM DISCURSO EFICIENTE. E SOFRENDO COM OS DUROS ATAQUES DO DEPUTADO CIRO GOMES, QUE ESTÁ A SERVIÇO DE LULA.

Mais que um detalhe, é um mau exemplo. A ampla reforma do Palácio do Planalto vem sendo feita sem o devido alvará do GDF. A lei deveria ser igual para todos.

Proposta é o confronto

A escalada do discurso político da ministra-candidata, Dilma Roussef, não deixa dúvidas. O governo quer, a todo custo, provocar um confronto eleitoral, tentando dar caráter plebiscitário à escolha do sucessor do presidente Lula. A velha tese do choque entre o social e o neoliberalismo tentará ser ressuscitada pelo PT. Funcionou contra Alckmin, quatro anos atrás. Pode fracassar agora, tendo em conta a personalidade do provável adversário.

GAZETILHA

A população, ao menos a maior parte, ainda parece um tanto alheia à intensa movimentação político-eleitoral que varre o País. Mas veteranos políticos estão surpresos.

É verdade que ainda falta muito tempo para o choque eleitoral propriamente dito. E também é fato que nem tudo são flores no arraial da situação onde o PMDB tem conflitos.

Os motivos do presidente Lula são evidentes e coerentes. Ele criou uma candidata a sua sucessão. Sem experiência eleitoral alguma. Com a necessidade de criar tudo do zero.
O jogo eleitoral do ano que vem pode não ter, até aqui, uma perspectiva clara de vencedor para substituir o presidente Lula. Mas a própria eleição é, em si, a reafirmação da cidadania.
A oposição, de seu lado, parece ter sido surpreendida com essa movimentação de Lula. E também parece assustada com os altos índices de popularidade do Presidente. A prática da democracia é vital. Exigir seu aprimoramento é tão importante quanto. Uma reforma política que faça jus ao nome é o compromisso que a sociedade deve cobrar.
Política já interfere na economia
Alguns dirão que é sempre assim. Em termos. A subordinação da economia ao timing da política sempre acabou mal, quando certos limites são ultrapassados. O popular exagero na dose. Parece o caminho escolhido por Lula para o último ano de seu governo. Um ano eleitoral. O superávit do orçamento de 2010 caiu muito. Os gastos aumentaram, a receita caiu e até a devolução do IR deste ano foi contingenciada. A retomada econômica pode não resolver o problema.

EXCLUSIVO
É cada vez menor o esforço do governo Lula para disfarçar o caráter eleitoral de muitas ações apresentadas como atos administrativos. O encontro em Brasília com milhares de prefeitos era um exemplo eloqüente. Agora foi superado pelo périplo nordestino de Lula com a ministra-candidata Dilma Roussef a tiracolo.


Charlotte Musa Nivaldo Cordeiro Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
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