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| Jornal das Vozes Livres de Brasília | |
| HOME Brasília - DF 18/05/2008 |
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ESPELHO
TRINCADO
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sentido, a dinâmica do Ministério do Meio-Ambiente com a totalidade do governo funcionava como uma espécie de microcosmos do equilíbrio de forças do próprio governo. Marina representava determinado grupo de interesses, em sintonia com a agenda ambiental, que se colo-cava de frente a outros interesses conflitantes do governo, quais sejam, os investimentos em infra-estrutura como mecanismo de impulsão do crescimento econômico. Um crescimento que não podia arcar com os custos do desenvolvimento sustentável, como deixaram tão claro Lula e Dilma Rousseff, ao cobrarem publicamente agilidade na concessão de licenças ambientais para a construção de |
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A impressão que fica é a de que Lula só não apagou o incêndio Marina Silva porque não lhe interessava o suficiente. Ou seja, Marina havia se tornado um empecilho concreto para outra agenda, conflitante com a dela, que necessita ser levada adiante com relativa intensidade. Mais interessante ainda é constatar que a agenda ambiental não é nem de longe o único ponto de possíveis rupturas deste governo. Nem o mais explosivo. Um governo que abarca em seu in-terior, em maior ou menor medida, de Henrique Meirelles a PcdoB, de superávit primário ostensivo a Bolsa Família, de bons relacionamentos com Bush a Chávez, de banqueiros a MST, de Delfim Neto a Márcio Pochmann, é um governo | sob constante ameaças de incêndios. Estes só não se concretizam com mais freqüência devido à incapacidade dos grupos sob dominação nestas diversas relações conflitantes de enxergar os processos hegemônicos que se configuram no interior do governo. De perceberem que, em dimensões diferenciadas, eles são a Marina Silva da Dilma Rousseff. E, principalmente, de aceitar o jogo e se darem por satisfeitos com as parcas concessões que lhe são feitas. Pagam caro por isso. Marina pagou. Derrotada em praticamente tudo que de importante defendia, cansou. Seu legado foi ter dado legitimidade, por tempo demais, a um governo que atacava acintosamente o que mais lhe era valioso. |
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BIOCOMBUSTÍVEIS - Missão delicada do presidente Lula na Cúpula da América Latina e Caribe, neste fim-de-semana, em Lima; defender o biocombustível diante dos vizinhos adversários, Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia. Eles sustentam que o etanol agravará a crise de alimentos. |
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cCain
e o Iraque
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Tragédia na China
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Bush
e o Irã
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| Candidato republicano á Casa Branca, John McCain, anuncia que dentro de quatro anos os Estados Unidos retirarão a maior parte das tropas que se encontram no Iraque. Se vencer as eleições presidenciais, seu mandato vai até 2013. |
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Pode
chegar a 50 mil o número de mortos no terremoto que atingiu a China. Somente
na província de Sichuan estão confirmados 20 mil mortos. Cerca de 10 mil
paramédicos trabalham nas áreas mais afetadas. Apesar do medo geral de
doenças, ainda não foi detectada nenhuma epidemia. O desafio do Governo
chinês agora é garantir a vacinação da população, a purificação da água
e a desinfecção das zonas contaminadas. Continuam as buscas nos escombros.
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Em discurso no Parlamento isralense, na comemoração dos 60 anos do Estado judaico, o presidente dos EUA, George Bush, afirmou que as nações que amam a paz não podem permitir que o Irã tenha armas nucleares. |
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