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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 18/03/2007

Em meio à festividade
da sua data aniversária alguém lembrou que Capiba - figura extraordinária –
por ele se encantou
e cantando o eternizou como “Cidade Lendária!”.
Lembrei na segunda-feira que egresso de Maceió
o poeta Ledo Yvo
recitou pra minha avó: - “Mulher, eu amo adoidado mas, cidade? Apaixonado sempre fui por uma só!”.

RECIFE

12 de março e o Recife
em sua celebridade
tem feição de uma criança plena de felicidade...
Nem parece que ostenta quatrocentos e setenta
anos de prosperidade!

Musical e literária,
acolheu Nelson Ferreira
que ao som do seu piano numa emoção verdadeira compôs um hino inspirado nesse nome enfeitiçado
de “Veneza Brasileira!”.

Caxangá... Tegipió...
Recife, você é meu !
Pontes... Rios... Marco Zero onde a cidade nasceu...
Meu carinho, meu louvor,
meu respeito e meu amor pela adoção que me deu!


Pérolas

Cultivada pelo poeta Ledo Yvo da ABL:

–“Amar mulheres? Várias. Cidades? Só uma, Recife...”.

O CAUSO EU CONTO:
Último Sorriso
Este causo do sorriso de despedida, estava carente de uma rápida corrigenda, que faço agora. Nunca houve tanto alvoroço na capelinha do Cemitério de Santo Amaro como naquele começo de noite, quando era velado o corpo do velho amigo Crispim. Chorávamos baixinho quando o Zé da Quenga, metido a orador e poeta invadiu a área do velório: - “Tenho que proferir minha oração de despedida”. Cheio de quequéu partiu pra cima do falecido. Naquela zorra, até o padre formou na muralha do impedimento. Nada feito. Zé da Quenga furou o bloqueio e soltou o verbo debruçado sobre o defunto. Aí sua dentadura escapuliu e caiu dentro do caixão entre as flores. Afastado na marra, de boca murcha gritava para o morto: - “Vai, Crispim! Vai com Deus, levando com você, o meu último sorriso!”.
  Pernambuco,
você é meu!

           Nas homenagens prestadas aos “100 Anos do Frevo” uma delas e talvez a mais importante foi criada pela Prefeitura, convidando todos os eméritos compositores pernambucanos do gênero para uma solenidade oficial com direito a troféu e coquetel. Apenas um deles não compareceu; Waldemar de Oliveira, morto e sepultado desde dezembro de 1977. Em nome de todos, Viva o Frevo!


Walter Gomes Tão gomes Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Charlotte