Pérolas
Cultivada pelo poeta Ledo Yvo da ABL:
–“Amar mulheres? Várias. Cidades? Só uma, Recife...”.
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Último Sorriso
Este causo do sorriso de despedida, estava carente de
uma rápida corrigenda, que faço agora. Nunca houve tanto
alvoroço na capelinha do Cemitério de Santo Amaro como
naquele começo de noite, quando era velado o corpo do
velho amigo Crispim. Chorávamos baixinho quando o Zé da
Quenga, metido a orador e poeta invadiu a área do velório:
- “Tenho que proferir minha oração de despedida”. Cheio
de quequéu partiu pra cima do falecido. Naquela zorra,
até o padre formou na muralha do impedimento. Nada feito.
Zé da Quenga furou o bloqueio e soltou o verbo debruçado
sobre o defunto. Aí sua dentadura escapuliu e caiu dentro
do caixão entre as flores. Afastado na marra, de boca
murcha gritava para o morto: - “Vai, Crispim! Vai com
Deus, levando com você, o meu último sorriso!”.
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Pernambuco,
você é meu!
Nas
homenagens prestadas aos “100 Anos do Frevo” uma delas e talvez
a mais importante foi criada pela Prefeitura, convidando todos os
eméritos compositores pernambucanos do gênero para uma solenidade
oficial com direito a troféu e coquetel. Apenas um deles não compareceu;
Waldemar de Oliveira, morto e sepultado desde dezembro de 1977.
Em nome de todos, Viva o Frevo!
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