| Depois
do susto das demissões de 600 mil trabalhadores brasileiros somente
no último mês de dezembro e da previsão da Fundação Getúlio Vargas,
com base em pesquisa, de que um terço de 1086 grandes empresas brasileiras
pretende demitir neste primeiro trimestre do ano, o Governo Lula deixou
o discurso da “marolinha” de lado e agora está meio perdido. Preocupado,
o presidente Lula anda conversando com empresários para sentir a profundidade
da crise e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está ameaçando empresas
que fizeram demissões. Dirigentes das 17 maiores empresas do Brasil
reunidos, nessa semana, em São Paulo, chegaram a essa conclusão: o
caminho para evitar maior |
número de demissões na indústria, no comércio e no setor financeiro
é o da redução da jornada de trabalho e dos salários. “Quem é contra
a redução de salário e da jornada de trabalho num momento atípico
desses está a favor do desemprego”, avisa o presidente da Fiesp, Paulo
Skaf, que presidiu a reunião dos empresários que empregam mais de
250 mil trabalhadores. Estão todos estão apreensivos e presidente
da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, já aceita a idéia para
impedir mais demissões. Do lado do Governo, o ministro Carlos Lupi
está acusando as indústrias de estarem ampliando as demissões, somente
como esperteza, para conseguirem mais socorro oficial e aumentarem
os lucros, |
depois de terem recebido dinheiro público como ajuda de salvação no
mercado. “Salvação é uma palavra inapropriada – reage o presidente
da Fiesp. Não é justo que o Governo se refira às empresas de forma
desrespeitosa, falando que elas se beneficiaram de recursos públicos”.
Na verdade, o próprio Governo sabe que o Brasil tem uma economia capitalista
e que não pode obrigar as empresas nem a contratar nem a manter empregados.
Mas isso não impede o discurso demagógico do ministro Carlos Lupi
que quer ficar bem na foto com os trabalhadores. Mas isso pode acabar
determinando o fechamento de muitas empresas e uma onda de desemprego
devastadora no País. |
Carlos
Lupi faz demagogia com desemprego
Paulo
Pereira da Silva aceita redução de jornada
|