| Governo
Lula se apresenta, pateticamente, para ser mediador do conflito no Oriente
Médio sem ter duas credenciais básicas: alcance de poder geopolítico e neutralidade |
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CHANCE DE ALOPRADOS NA FAIXA DE GAZA |
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Qual
a verdadeira razão para o presidente Lula estar demonstrando
tanto interesse em fazer o seu Governo aparecer como pretenso
mediador de uma solução para a nova guerra entre judeus e
palestinos no Oriente Médio que, em 20 dias, já acumula mais
de 1000 mortos e milhares de feridos? Somente a história dará
uma resposta clara sobre essa aventura que forçou, nessa semana,
viagem ridícula e patética do ministro das Relações Exteriores,
Celso Amorim(foto), pela região em conflito, visitando Israel,
Síria, Cisjordânia e Jordânia, sem ser chamado. Até os diplomatas
estão criticando esse excesso de diplomacia que parece mais
transtorno compulsivo de megalomania.
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Qual é o real interesse do presidente Lula com essa manobra
desconcertante e inútil no cenário internacional? Dizer que
o Brasil tem uma posição histórica a favor da convivência política
entre os dois povos, como ressaltou Lula nessa semana, não é
suficiente. Como também não justifica a alegação de que o Brasil
é reconhecido como exemplo mundial de harmonia entre judeus
e palestinos. São duas verdades, mas elas não avalizam a entrada
do Brasil, sem ser escalado ou convidado, no campo de guerra.
Para que o Brasil pudesse ter algum poder de persuasão junto
aos judeus e palestinos seria necessário, antes de tudo, apresentar
duas credenciais: força geopolítica no cenário mundial e atitude
de neutralidade. Infelizmente, o presidente Lula, seu Governo
e o PT não exibem |
nenhuma das duas condições. Quanto à primeira, basta dizer que
desde o início do seu Governo, em 2003, Lula tenta a inclusão
do Brasil, como membro permanente, no Conselho de Segurança
da ONU e nada. Se o Brasil não tem força para conseguir isso
na ONU não tem alcance geopolítico para mediar um conflito internacional
que já dura mais mais 60 anos e cujos protagonistas não respeitam
ninguém. Nem o presidente Bill Clinton com a histórica reunião
de Camp David, em 2000, tendo ao lado Barak, primeiro-ministro
de Israel, e Arafat, líder palestino, conseguiu qualquer solução.
Nem a ONU é respeitada. Vale lembrar que o Estado de Israel
foi criado em 1948 dentro de território palestino que recebeu
a promessa de ser transformado em Estado. Mas, ao contrário
de todas as resoluções da ONU, o Estado palestino não |
foi criado e em seu território se implantaram o ódio e o terrorismo
do Hamas. Esse grupo impôs uma sangrenta guerra, transformando
a população em refém e mesquitas em depósitos de armamentos.
Quanto à segunda, o Governo Lula é simplesmente desastroso.
Pelas declarações oficiais até agora, a mais suave é do ministro
Celso Amo-rim, qualificando a reação de Israel de “desproporcional”.
Mas, o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia,
acusa Israel de fazer “terrorismo de Estado” e o partido de
Lula, o PT, classifica o Exército israelense de “nazista”. Dá
para perceber, claramente, que o Governo Lula e o PT querem
é defender e proteger o Hamas, uma organização terrrorista que
já lançou mais de 10 mil foguetes sobre as populações civis
de Israel. Ou seja, o Governo Lula condena os ataques de Israel
mas silencia sobre |
o terrorismo do Hamas. Como pode querer ser mediador se é tão
sectário, ficando ao lado de um grupo terrorista que perpetua
o genocídio. Realmente, não dá. Se o presidente Lula quer aproveitar
a guerra no Oriente Médio para ganhar mais notoriedade internacional,
diante do fracasso da viagem de Amorim, só lhe resta ir direto
para a Faixa de Gaza e ficar no meio do tiroteio e dos mísseis
acenando para os dois lados pararem. Mas seria bom ir levando
consigo alguns companheiros: José Dirceu, José Genoino, Delúbio
Soares, Sílvio Pereira, João Paulo Cunha, Antonio Palocci, Marco
Aurélio Garcia, todos os 40 mensaleiros, cuequeiros cheios de
dólares, chur-rasqueiros e demais aloprados do PT. Com certeza,
não acabariam a guerra, mas resolveriam a ânsia de marketing
e serviriam de escudo humano para o Hamas. |
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Pelas
declarações oficiais, Governo Lula é flagrantemente parcial e sectário no
conflito entre judeus e palestinos, silenciando sobre a carnificina da organização
terrorista Hamas |