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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 18/01/2009

FORA DE CONTROLE
crise institucional aberta pela polêmica em torno da chamada PEC dos vereadores tem contornos muito mais profundos do que o estranhamento entre a Câmara e o Senado em torno da questão aparenta. A reação vigorosa à possibilidade de ampliação do número de vereadores é sintomática da imagem predominante relacionada ao aparato institucional. A questão se torna ainda mais dramática quando se leva em conta que uma das soluções mais tradicionais apontadas para a institucionalidade política passa pela maior capacidade cidadã de intervenção no processo decisório.Ora, em essência, uma das maneiras mais simples de realizar isso seria justamente ampliando o número de representantes eleitos. Principalmente quando se trata de vereadores, supostamente mais próximos da população e em melhores condições de estabelecer um vínculo que os induza a responder de maneira mais eficiente anseios populares. No entanto, a classe política e o conjunto de instituições formais a qual ela está atrelada chegou a tal nível de deterioração em amplas parcelas da opinião pública que a política passou a ser vista como pouco mais do que um oneroso custo aos cofres públicos. Pouco importa que a PEC trazia em seu bojo a previsão demanutenção do atual patamar de gastos nas




câmaras municipais. A idéia é não permitir que mais pessoas se aproveitem do cargo público em benefício próprio. A ironia da situação é que estes mesmos indivíduos não estão dispostos a deixar seus afazeres diários para se ocupar de qualquer atividade política.

Tampouco, como demonstra o caso da PEC, enxergam com bons olhos aqueles que se dispõem a tal tarefa. Muito pelo contrário, os potenciais vereadores são tratados como suspeitos primários. E nada garante que não sejam, em sua maioria, aventureiros em busca da próxima falcatrua. A concepção mais ampla que a população faz do sistema político, no entanto, importa mais do que suas suspeitas sobre uma ou outra figura. O dado que permeia essa postura sumariamente negativa frente à institucionalidade política é o esvaziamento desta em detrimento das relações econômicas. Os rumos da coletividade, cada vez mais, são ditados pelas decisões tomadas no âmbito de mercados globais pouco ou nada regulados, seja por agentes individuais seja por grandes centros de poder muito menos acessíveis e controláveis do que o vereador corrupto da esquina. Os indivíduos percebem quase que instintivamente essa ausência de relevância das instituições políticas oficiais diante dos processos mais efetivos de tomada de decisões e se abstém de tentativas possivelmente inúteis de intervenção em ambas as esferas. Aqueles que detém o poder, entretanto, não deixam de exercê-lo. A diferença é que o fazem sem prestar contas a ninguém.



FIDEL - Cresce a desconfiança geral na mídia internacional quanto ao sumiço do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro. Desde dezembro que ele não escreve mais seus artigos. E seu amigo e porta-voz, Hugo Chávez, declarou, nessa semana, que Fidel "não voltará mais e ficará na lembrança".

Festa de Obama
Guerra em Gaza
Apoio ao Terror
Mais de 4 milhões de pessoas aguardadas em Wasghinton para a festa de posse de Barack Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Até os organizadores admitem que dia 20 vai ser um caos.

Mais de mil mortos, mais de cem foguetes por dia, muita destruição, milhares de feridos. Cenário na Faixa de gaza é terrível depois de 20 dias de guerra entre Israel e o Hamas. Será sempre difícil encontrar a paz entre Israel e Palestina, porque quem provoca a guerra do lado da Palestina é uma organização terrorista com a qual não há negociação. E a gangue atrai jovens militantes civis à luta buscando duas formas de vencer: ou a vitória ou martírio.
Presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, já romperam relações com Israel. Agora, só falta Lula, do Brasil. Aliados e afinados, os três são a favor dos terroristas do grupo Hamas.


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