GAZETILHA
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Em tempos
de bonança é fácil governar. Com indicadores positivos, os
governos inclusive acabam desculpados quando não realizam
as tarefas que deveriam garantir essa prosperidade.
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Mas onde
estão as reformas que, feitas nos últimos anos, permitiriam
atenuar os efeitos da crise? Reformas como a tributária e
a trabalhista, sem esquecer a política.
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O duplo Governo Lula é prova disso. Beneficiado por uma revisão
importante do antigo discurso petista e uma onda de prosperidade
inédita no mundo moderno. |
A reforma política, não se duvide, também é parte importante
do conjunto de obras inacabadas que garroteiam a capacidade
do país crescer e evoluir, em sentido amplo.
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Deu certo
no primeiro mandato e garantiu a reeleição. Agora a roda virou
e o mundo entrou em crise. Aliás, a mais séria das últimas décadas.
Chegou a hora de mostrar serviço. |
Agora, o risco maior é a eclosão de um festival de acusações
e ameaças. Acusações para transferir responsabilidades. Ameaças
para tentar soluções artificiais, no grito. |
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Mais
desgastes para o Governo Lula
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O ministro Carlos Lupi, do Trabalho, lançou o balão de ensaio: se
o Governo baixa medidas de apoio ao setor privado, as empresas não
deveriam demitir funcionários. Ele chegou a propor estudos para
permitir estabilidade ou punições. O Planalto não desmentiu a tese.
Ao menos não claramente. A leitura dos agentes econômicos foi a
pior possível. Temem inclusive que setores do PT peguem a bandeira
para não perderem espaço político. O Governo Lula perdeu pontos.
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