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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 18/01/2009

ÃO SÃO APENAS AS ELEIÇÕES NO CONGRESSO QUE PREOCUPAM O PLANALTO. É NÍTIDA A ANTECIPAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL DE 2010. O ESFORÇO DE LULA PARA DAR MUSCULATURA POLÍTICA A DILMA ROUSSEF PAUTOU O TEMA DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL. O GRANDE RISCO É QUE, DIANTE DAS PRESSÕES, A CAPACIDADE DE AÇÃO DO GOVERNO FIQUE COMPROMETIDA CEDO DEMAIS.

O Congresso da Venezuela aprovou a reeleição ilimitada do Presidente do país. Um referendo, em breve, perguntará à população se concorda com isso. O objetivo é eternizar Hugo Chaves no poder. Risco de virar moda causa calafrios no Brasil.

Juros e PAC viram ameaça

O Governo Lula caminha firme para um beco indigesto. De um lado, verá o Copom cortar a taxa básica de juros na reunião da próxima semana. De outro, tenta acelerar as obras de infra-estrutura do PAC. O objetivo é um só: estimular a economia e evitar um maior contágio da crise por aqui. O problema é que a alta carga tributária compromete a eficiência da política monetária. E as PPPs, que deviam melhorar a infra-estrutura, patinam.

GAZETILHA

Em tempos de bonança é fácil governar. Com indicadores positivos, os governos inclusive acabam desculpados quando não realizam as tarefas que deveriam garantir essa prosperidade.

Mas onde estão as reformas que, feitas nos últimos anos, permitiriam atenuar os efeitos da crise? Reformas como a tributária e a trabalhista, sem esquecer a política.

O duplo Governo Lula é prova disso. Beneficiado por uma revisão importante do antigo discurso petista e uma onda de prosperidade inédita no mundo moderno.
A reforma política, não se duvide, também é parte importante do conjunto de obras inacabadas que garroteiam a capacidade do país crescer e evoluir, em sentido amplo.
Deu certo no primeiro mandato e garantiu a reeleição. Agora a roda virou e o mundo entrou em crise. Aliás, a mais séria das últimas décadas. Chegou a hora de mostrar serviço. Agora, o risco maior é a eclosão de um festival de acusações e ameaças. Acusações para transferir responsabilidades. Ameaças para tentar soluções artificiais, no grito.
Mais desgastes para o Governo Lula
O ministro Carlos Lupi, do Trabalho, lançou o balão de ensaio: se o Governo baixa medidas de apoio ao setor privado, as empresas não deveriam demitir funcionários. Ele chegou a propor estudos para permitir estabilidade ou punições. O Planalto não desmentiu a tese. Ao menos não claramente. A leitura dos agentes econômicos foi a pior possível. Temem inclusive que setores do PT peguem a bandeira para não perderem espaço político. O Governo Lula perdeu pontos.

EXCLUSIVO
Mês de férias, as disputas pelas presidências da Câmara e do Senado garantem a pauta dos jornalistas em janeiro. Veteranos da política e do jornalismo apostam que a cobertura da imprensa para essas disputas já é um novo recorde em volume de notícias. O tom dos candidatos, por outro lado, em especial no Senado, faz aumentar a preocupação dos líderes partidários.


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