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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 17/08/2008 |
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APOSTA
EQUIVOCADA
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A começar pela constatação, até certo ponto surpreendente, de que a maioria dos brasileiros simplesmente não acredita que os resultados das eleições são confiáveis e isentos de fraude. Combinada com a percepção, também majoritária, de que a atividade política é exercida basicamente para reproduzir privilégios da própria classe política, em detrimento da promoção do bem público, poderia se crer que, a exemplo da esmagadora maioria das democracias representativas formais do mundo, o Brasil estaria com um sistema eleitoral próximo do colapso, levando-se em conta o tamanho do déficit de legitimidade que o cobre. Entretanto, o que se verifica é que, a despeito de toda a |
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também os dados do Tribunal Superior Eleitoral, é cada vez mais baixa, eleição após eleição, as taxas de voto nulo, branco e abstenção. Seria uma espécie de sinal de um crescente esforço, por parte do eleitorado, de reverter as opções que tanto lhe frustram as expectativas? Caso a resposta para a indagação acima seja afirmativa, é necessário apontar, ainda que de maneira relativamente trágica, para as limitações inerentes a esse esforço. Ou seja, a concentração das apostas no voto como único e preferencial instrumento de intervenção política, em detrimento de articulações coletivas potencialmente mais recompensadoras, esbarrará, | fatalmente, em obstáculos provavelmente instransponíveis, tais como, apenas para mencionar alguns: a falta de alternativas políticas competitivas realmente diferenciadas entre si, a incapacidade do voto em medir intensidades de preferências, a predominância da significação política atomizada e midiatizada e, claro, a inexorável e desvantajosa relação custo-benefício entre as dificuldades que envolvem o voto profundamente informado, ideologizado e conexo com as demandas concretas, com o impacto total próximo ao zero que um sufrágio tende a representar entre milhões. Ao que tudo indica, ao menos por enquanto, a banca continuará ganhando. |
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TROPAS - Com a guerra na Ossétia do Sul, a Rússia está mais forte e a Geórgia está mais fraca. Por ter feito invasão militar, a Geórgia perdeu a chance de recuperar a sua província separatista. Agora, somente tropas internacionais poderão encerrar o conflito na região revoltada contra a Geórgia. |
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Guerra
de Putin
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Bilhões de Dólares
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Ameaça
de Bush
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| Por trás dessa estranha guerra da Rússia contra Geórgia está o estratégico primeiro-ministro e ex-presidente russo, Vladimir Putin, de olho nos oleodutos em território georgiano, com 1 milhão de barris de petróleo/dia. |
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Todo
o petróleo proveniente da Ásia Central em direção à Europa passa, obrigatoriamente,
pela Rússia. E a Rússia quer o controle dos oleodutos na Geórgia porque
eles são importantes no abastecimento mundial. Muitos bilhões de dólares
estão em jogo. Mais do que domínio territorial, o que a Rússia está querendo
mesmo, aproveitando a insatisfação da Ossétia do Sul com a Geórgia, é
aumentar o seu poder mundial como potência energética.
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Enviada pelo presidente Bush, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, foi tentar solução diplomática para a guerra com esse alerta: “Os tempos mudaram e a Rússia não pode destruir o Estado georgiano”. |
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