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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 17/08/2008

CONGRESSO ESTÁ VOTANDO MENOS, MAS NÃO PAROU DE TRABALHAR. AO LADO DE TEMAS SENSÍVEIS, COMO OS REFLEXOS POLÍTICOS DAS EXPETACULARES OPERAÇÕES SATIAGRAHA E JOÃO DE BARRO, UMA NOVA POLÊMICA GANHA CORPO E PODE VIRAR OUTRO OBSTÁCULO: A DENÚNCIA, PELA OPOSIÇÃO, DE INDICAÇÕES POLÍTICAS E INADEQUADAS PARA AGÊNCIAS REGULADORAS.

Para os sonhadores da Era de Aquarius, com a chegada do Terceiro Milênio, guerras e conflitos da África à Europa, passando pela Ásia e América Latina, não poderiam causar desencanto maior sobre o futuro do seres humanos.

Pré-sal abre apetite estatal

Um novo verbete incorporou-se à língua portuguesa: a camada do pré-sal. Estudos sinalizam real possibilidade de o país virar grande exportador de petróleo, no futuro, por conta das jazidas estimadas para além das águas profundas. Para que essa riqueza potencial vire realidade, porém, será preciso muito trabalho, conhecimento e dinheiro. Mas o Governo pensa resolver criando outra estatal. E vai deixar a Petrobrás no sal.

GAZETILHA

O presidente Lula, todos sabem, desfruta alta popularidade no País. Por conta da boa fase da economia nacional, com ampliação do mercado e maior “bancarização” dos pobres.

Brasileiros e americanos, como mostram essas trajetórias presidenciais, afinal têm algo em comum. Amplas camadas da população são muito sensíveis a questões como emprego e renda.

Já seu colega americano é visto por nada menos que 41% da opinião pública dos EUA como o pior Presidente da história daquele país. Causas: grave crise econômica e guerra com o Iraque.
Não é à toa que Lula deu apoio ao receituário proposto pelo presidente do BC para enfrentar a volta da inflação cabocla, quando o ministro da Fazenda resistia a remédio tão amargo.
Depois de enterrar bilhões de dólares no Iraque e perder mais de 3 mil soldados, Bush atravessa o último ano de mandato com a pior avaliação de um Presidente, em muito tempo. A dúvida, do Presidente aos auxiliares, do empresariado à opinião pública, é quanto ao efeito do freio de arrumação aplicado. Calibrar seu impacto não é fácil, nem indolor.
Brasil cresce e mundo encolhe
Os Estados Unidos fazem enorme esforço para evitar uma recessão, mas o máximo que conseguem são taxas modestas de expansão do PIB. A Europa do euro já enfrenta queda na expansão econômica. A primeira desde 1995. A China pós-Olimpíadas também deve sinalizar aperto de cintos, enquanto o mercado brasileiro ainda opera bombado, para desespero do Banco Central e seu empenho em evitar ajuste mais amargo no futuro. Sem pouso suave, o risco é de desastre.
EXCLUSIVO
O mundo político está ansioso, à espera do início da propaganda eleitoral, no dia 19. As pesquisas de opinião já sinalizam um sobe-desce de bom tamanho, com reais riscos para os ponteiros que até aqui lideram a corrida pelas prefeituras em cidades de grande peso político, como Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Será na telinha, também, que a campanha ganhará maior tensão.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva