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da Petrobras, Sergio Gabrielli, está cercado de interrogações sobre os verdadeiros
motivos que levaram a Petrobras a fazer essa inovadora maracutaia contábil
para deixar de pagar R$ 4 bilhões em impostos à Receita Federal. |
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MARACUTAIA BILIONÁRIA DA PETROBRAS |
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CPI
para a Petrobras é pouco. É mais uma grande imoralidade do
Governo Lula. Como maior empresa estatal brasileira de prestígio
internacional, a Petrobras deu uma volta na Receita Federal
de fazer inveja aos mais espertos executivos das maiores empresas
brasileiras privadas. Está difícil para o presidente da Petrobras,
Sergio Gabrielli(foto), explicar a maracutaia contábil da
empresa para deixar de pagar R$ 4 bilhões em impostos. E agora?
Com que moral fica o Governo Lula para ser feroz na cobrança
de impostos de empresas privadas, que suportam a maior carga
tributária do mundo, se a principal empresa estatal vira a
maior sonegadora do País?
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Como uma CPI sobre esse novo escândalo do Governo Lula terá
enormes dificuldades de chegar à verdade porque será barrada
pelos petistas e aliados, conforme experiência de outras numerosas
CPIs já realizadas nesse Governo, será mais confiável uma investigação
do Tribunal de Contas da União(TCU) para determinar o real volume
do prejuízo causado pela Petrobras aos cofres públicos. Como
é do seu feitio, o presidente Lula já tirou seu corpo fora em
declaração pública nessa semana: “Eu não participo da contabilidade
da Petro-bras”. E como fica o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
que é, ao mesmo tempo, chefe do conselho administrativo da Petrobras
e chefe da Receita Federal? E o ministro das Minas e Energia,
Edson Lobão, a quem a empresa está subordinada? |
Como diria o presidente Lula, nessa história não tem nenhum
santinho. Embora somente agora esteja vindo ao conhecimento
público, na verdade a maracu-taia contábil da Petro-bras é do
ano passado: mais ou menos no meio do ano, a diretoria da empresa
mudou a fórmula de cálculo do Imposto de Renda do regime de
competência (que contabiliza receitas e despesas no período
de sua realização, independentemente do seu recebimento ou do
seu pagamento) para o regime de caixa (que contabiliza receitas
e despesas no período do seu recebimento e pagamento). Com isso,
a Petrobras deixou de pagar R$ 4 bilhões em impostos à Receita
Federal. E passou a ter um crédito de R$ 4 bilhões anunciados
para “investimentos”. Seriam mesmo para investimentos ou para
algum caixa dois eleitoral em 2010? Presidente da |
empresa, Sérgio Gabrielli, está cercado de interrogações: quais
os motivos por trás dessa redução ou sonegação de tributos?
Enquanto os empresários brasileiros, asfixiados pelo Governo
Lula cobrador e gastador, estão abismados com o truque contábil
da Petrobras e os contribuintes vendo navios circulando no Lago
Paranoá, em Brasília, os ministros da Fazenda, Guido Mantega,
do Plajenamento, Paulo Bernardo, e o próprio presidente da estatal,
Sérgio Gabrielli, não conseguem convencer ninguém com suas explicações.
Brecha legal? Quer dizer, então, que as empresas privadas também
podem usar brechas legais para deixar de pagar impostos sem
correrem o risco de serem classificadas, denunciadas e punidas
como sonegadoras? Como já dito pela Receita Federal, o que a
Petrobras cometeu é uma ilegalidade. |
Se uma empresa estatal do porte da Petrobras, que representa
12% do PIB nacional, está causando prejuízos aos cofres públicos
e dando mau exemplo ao País, qual deve ser atitude decente do
Governo: demitir os responsáveis pela ilicitude ou irresponsáveis.
Podem ser atingidos os ministros da Fazenda, do Planejamento
e das Minas e Energia que já estão sendo convidados a dar explicações
ao Congresso em 30 dias. Em 15 deverá ser instalada a CPI no
Senado para mergulhar no caso. Mais uma vez, como o presidente
Lula já se colocou no seu pedestal de estátua que não vê nem
ouve nada, deverá ficar fora de qualquer investigação. E olhem
que é uma maracutaia bilionária, muito maior do que o Mensalão,
até agora considerado o maior escândalo de corrupção da história
da República. |
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Como
ficam os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Energia, Edson Lobão,
chefes superiores da Petrobras, que certamente deram aval para essa maracutaia
bilionária da Petrobras, empresa que representa 12% do PIB nacional? |