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Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 17/05/2009

TERRORISMO POLÍTICO DA OPOSIÇÃO
A agitação política em torno das alterações promovidas pelo governo no rendimento da poupança serviu como mais uma demonstração dos níveis crescentes de ansiedade da oposição na medida em que o horizonte do pleito presidencial de 2010 se aproxima. Aflita por encontrar flancos desprotegidos no projeto do governo, as forças oposicionistas embarcaram, precocemente, numa campanha, em tom de ameaça, combinando lembrança do “medo” que se tentava atribuir ao governo petista antes deste de fato se efetivar com recall do desastroso e pouco relacionado confisco promovido pelo ex-presidente Fernando Collor, de alerta da população sobre a intervenção do governo na aplicação. Acusação recorrentemente rebatida por autoridades da área econômica do governo que, antes do anúncio das medidas concretas nesta semana, garantiam que as alterações iriam preservar o pequeno poupador. Dito e feito. Ao optar pela incidência da tributação apenas para as aplicações com saldos superiores a R$ 50 mil, o que atinge menos de 900 mil das quase 90 milhões de contas de poupança hoje abertas no País, o governo não só expôs a




tática terrorista da oposição, que tentava taxar qualquer alteração na poupança como um ataque catastrófico à economia popular, independentemente da real substância do projeto, como, mais uma vez, conseguiu se diferenciar,

no plano político, dos adversários, justamente por levar em consideração na sua proposta uma dimensão de “recorte social”, preservando uma faixa de aplicação que corresponde a 99% dos brasileiros e reduzindo a rentabilidade da poupança apenas dos 1% localizados na faixa superior da aplicação. Atenta aos desdobramentos, a oposição optou, agora, por manter a tática, alegando que o governo pode rever sua posição num futuro próximo e reduzir ainda mais a faixa tributável. Curiosamente, a contínua redução da taxa de juros, outro argumento extremamente atraente que pode ser utilizado pela tributação da poupança, poderia até mesmo levar o governo a fazer isso. Dificilmente, no entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe se submeterão ao desgaste de tal escolha em fase de acirramento dos embates pré-eleitorais. Dificilmente, também, abrirão mão da posição política vantajosa que obtiveram em relação à oposição num tema que continha potencial explosivo de sobra. Por enquanto, Lula desfruta de mais um erro tático das forças oposicionistas. Rumo à sucessão.



DESORDEM - Presidente da Guatemala, Álvaro Colom, acusado de corrupção e de assassinato, é alvo de protestos intensos de milhares de manifestantes. Seu governo já pediu ajuda à OEA para manter a estabilidade política no país, cuja paz está ameaçada pelos conflitos.

Censura Obama
Papa em Israel
Ditadura Chávez
Presidente Barack Obama surpreendeu meio mundo, nessa semana, ao tentar impedir a divulgação de 44 fotos de abusos de soldados americanos sobre prisioneiros de guerra no exterior.

Foto: Presidente Raúl Castro
Em seu mais contundente discurso durante visita a Israel, nessa semana, o papa Bento XVI condenou o muro de segurança construído pelo governo israelense na Cisjordânia, defendeu a criação de um Estado palestino e pediu o fim do embargo econômico à Faixa de Gaza. “Em um mundo cada vez mais sem fronteiras, é trágico ver muros ainda sendo erigidos. Sabemos que paredes podem ser facilmente construídas, mas não duram para sempre”, argumentou o Papa.
Depois de fechar a principal emissora privada da Venezuela, TV Caracas, agora o presidente-ditador Hugo Chávez usa sua artilharia pesada para fechar o canal TV Globovisión.

Foto: Presidente Barack Obama

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