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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 17/05/2009

M ANO DIFÍCIL, COM UMA CRISE PARA GERIR, MINGUAM AS CHANCES DO GOVERNO APROVAR UMA AGENDA POSITIVA NO CONGRESSO. AS REFORMAS TRIBUTÁRIA E POLÍTICA DEVEM TER MUITA ESPUMA E POUCOS RESULTADOS. A MUDANÇA NA POUPANÇA É OUTRO FOCO DE POLÊMICA. E O TEMPO AMEAÇA A COESÃO DO BALAIO DE 15 PARTIDOS QUE APÓIAM LULA. MUITO COMPLICADO.

O drama das enchentes no Norte e Nordeste oferece ao País imagens dramáticas. Mais de 1 milhão de pessoas sofre com o excesso de água, enquanto centenas de milhares penam com a seca no Sul. E o governo reage lentamente a tanto penar.

Estado gordo, de mau hábito

Durante muito tempo o governo Lula usou, como tática política de defesa, atacar o governo anterior. Passados quase sete anos de gestão petista, a memória do cidadão já não consegue conferir valor a críticas sobre um passado tão distante. E isso será um problema na próxima campanha eleitoral. Explicar os maus hábitos de um governo que engordou um Estado ineficiente não será fácil. O cotejo entre méritos e promessas será tenso.

GAZETILHA

Depois de quase 150 anos de relativa calma, eis que os brasileiros começam a ficar sobressaltados com o acúmulo de tensões em vários países vizinhos, em tempos de globalização.

No Equador, o presidente Rafael Correa ainda desfruta de apoio e popularidade, em meio à delicada situação econômica. No Paraguai, o quadro econômico é igualmente frágil.

O Governo Chávez, na Venezuela, decidiu acelerar, com expropriações, o passo rumo a uma sociedade socialista bolivariana, cuja definição o mundo ainda está por entender.
Dentro desse quadro, o governo brasileiro tenta convencer o Senado das vantagens de aprovar o ingresso da Venezuela no Mercosul. Não será fácil.
Na Bolívia, as tensões continuam latentes e o presidente Evo Morales recorreu até a uma greve de fome para avançar em mudanças constitucionais e poder disputar novo mandato. A crise econômica agrava esse quadro de tensões, por conta do aumento de carências na região. Daí para alguém imaginar um “inimigo” externo como tática diversionista é um pulo.
Economia vive tempos de contradição
Com muito sacrifício da sua gente e graças à coerência de uma política inaugurada com o Plano Real, o Brasil vive uma realidade de queda de juros e inflação, com chances de novo ciclo de expansão da economia, assim que o mundo superar a atual crise. Mas nem tudo são flores. A contradição é a marca da economia cabocla hoje. O discurso da desindexação, que sustenta a defesa de mudanças na poupança, não vale para os preços dos combustíveis, por exemplo.

EXCLUSIVO
Apesar do empenho de alguns caciques, crescem as evidências de aumento na tensão pré-eleitoral entre PT e PMDB. O esforço do presidente Lula para formar uma chapa Dilma-PMDB é evidente. O alinhamento da cúpula do PT também é visível, a exemplo de lideranças do PMDB. Mas a grande marca do maior partido do País, sua força regional, é o maior risco a essa aliança.


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