GAZETILHA
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Depois
de quase 150 anos de relativa calma, eis que os brasileiros
começam a ficar sobressaltados com o acúmulo de tensões em
vários países vizinhos, em tempos de globalização.
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No Equador,
o presidente Rafael Correa ainda desfruta de apoio e popularidade,
em meio à delicada situação econômica. No Paraguai, o quadro
econômico é igualmente frágil.
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O Governo Chávez, na Venezuela, decidiu acelerar, com expropriações,
o passo rumo a uma sociedade socialista bolivariana, cuja definição
o mundo ainda está por entender. |
Dentro desse quadro, o governo brasileiro tenta convencer
o Senado das vantagens de aprovar o ingresso da Venezuela
no Mercosul. Não será fácil.
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Na Bolívia,
as tensões continuam latentes e o presidente Evo Morales recorreu
até a uma greve de fome para avançar em mudanças constitucionais
e poder disputar novo mandato. |
A crise econômica agrava esse quadro de tensões, por conta do
aumento de carências na região. Daí para alguém imaginar um
“inimigo” externo como tática diversionista é um pulo. |
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Economia
vive tempos de contradição
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Com muito sacrifício da sua gente e graças à coerência de uma política
inaugurada com o Plano Real, o Brasil vive uma realidade de queda
de juros e inflação, com chances de novo ciclo de expansão da economia,
assim que o mundo superar a atual crise. Mas nem tudo são flores.
A contradição é a marca da economia cabocla hoje. O discurso da
desindexação, que sustenta a defesa de mudanças na poupança, não
vale para os preços dos combustíveis, por exemplo.
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