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A guerra contra a terra
Al
Gore, o ex-vice-presidente norte-americano, ao recebeu o Prémio
Nobel da Paz, apelou para a humanidade se mobilizar já contra
os perigos das alterações climáticas. “Sem perceber, começamos
a fazer a guerra contra a própria Terra”, disse Gore no seu discurso.
Os maiores poluidores mundiais, os Estados Unidos e a China, “devem
deixar de se acusar mutuamente e, ao invés, tomar a dianteira
na resolução do problema ou tornar-se-ão responsáveis perante
a história pela sua incapacidade de agir”. Que pena que Al Gore
foi derrotado pelo eleitorado americano na carreira para a Casa
Branca. O mundo está pagando muito caro por esse pecado. Washington
é o único a continuar defendendo a poluição em detrimento do ambiente,
a morte em vez da dialogo, a irracionalidade no lugar da luz.
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PARECE O DIABO MAS...
Hugo Chávez é irritante, fanfarrão, charlatão, sem dúvida. Porém
o presidente da Venezuela não é o Diabo que os Estados Unidos querem
que América Latina engula. Chávez não provocou qualquer corrida
armamentista e as compras foram para preparar uma previsível invasão
americana. Estados Unidos já invadiram ao longo da sua Historia
o norte da Colômbia. Nasceram Panamá, México e os estados de Califórnia,
Arizona, Novo México, Colorado, além de intervenções menores, inclusive
em paises sem petróleo. Chávez quase foi derrubado pelos EUA. Chávez
sempre será um agitador, mas o seu alvo principal é George Bush.
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- O futuro a Deus pertence. Aprendi essa frase em Brasília, onde residi
e trabalhei durante muitos anos, onde cresceram os meus filhos, fiz
grandes amigos e vivi os meus amores, porque, afinal, ninguém é de ferro,
como dizia o poeta Ascenso Ferreira.
- A vida levou este colunista a muitos lugares, a transitar caminhos
fascinantes, duros e desafiadores como a própria vida. Hoje esses caminhos
me afastam de Fatorama, um semanário valente num mundo dirigido por
uma maioria de covardes.
- Estou escrevendo para Fatorama desde o primeiro número porque sempre
acreditei na luz que proporciona um veiculo feito com decência como
o que faz Jota Alcides. Agora, deixo de escrever, temporariamente por
absoluta falta de tempo - muitas viagens de trabalho - para oferecer
material de qualidade.
- Agradeço a cada um dos leitores a honra de acompanhar este espaço.
Ficarei sempre grato a este veiculo pela oportunidade de manter contato
com Brasília e seus qualificados leitores. Espero poder voltar em breve.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Boa sorte e um fraternal abraço. Feliz
2008!
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