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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 17/02/2008

CASO DOS CARTÕES CORPORATIVOS TEIMA EM NÃO SAIR DO NOTICIÁRIO. PARA DESGOSTO DO PRESIDENTE LULA, QUE CERTAMENTE IMAGINAVA O ASSUNTO SUPERADO COM A SAÍDA DA MINISTRA MATILDE RIBEIRO. O NÚCLEO POLÍTICO DO GOVERNO, ALIÁS, ESTÁ PREOCUPADO COM A PROFUSÃO DE DADOS QUE ESTÃO SENDO DESPEJADOS SOBRE A OPINIÃO PÚBLICA. VAI PIORANDO!

Lamentável episódio de violência contra o bloco “Galinho de Brasília” merece apuração cabal e que não deixe dúvidas. Os excessos foram graves e tiveram repercussão nacional.

Cresce tensão no meio rural

Em São Paulo, um festival de invasões de terras foi apelidado de “Carnaval vermelho”. Pelo País, crescem os temores de novas e amplas operações contra propriedades rurais. O ano eleitoral parece anestesiar a capacidade de reação das autoridades. Os movimentos rurais conhecem essa componente política. E o fato do Governo já ter desapropriado mais terras que em 2007 não importa. Eles querem é agitação.

GAZETILHA

O novo presidente do Senado, Garibaldi Alves, abriu os trabalhos legislativos de 2008 reivindicando justa e imediata revisão em tema espinhoso: as medidas provisórias.

Apesar da disposição dos presidentes do Senado e da Câmara, poucos acreditam num regramento moralizador desse instituto, em curto prazo. Principalmente em ano eleitoral.

Para quem não lembra, as MPs nasceram na Constituição de 88, dentro de um figurino parlamentarista que não vingou. Mas, essa prerrogativa ficou à disposição do Executivo.
O Congresso simplesmente está devendo, faz muito, avanços importantes e reais em campos vitais para a consolidação da democracia brasileira. Como a reforma política.
Ao longo dos últimos 20 anos, todos os Governos usaram e abusaram das medidas provisórias. Muitas delas divorciadas da urgência e relevância que são seus pressupostos. A importante fidelidade partidária, por exemplo, acabou sendo fixada pelo STF, criando polêmica. O fato é que o Legislativo precisa, urgente, de uma Constituinte exclusiva.
Câmbio provoca grandes tensões e apostas
Se 2007 foi o ano do escândalo e da crise do subprime, 2008 tem tudo para ser o ano das grandes tensões e apostas cambiais. Nesse contexto, enormes somas fatalmente mudarão de mãos. No Brasil, por exemplo, já tem muita gente apostando na volta do déficit das transações com o exterior. De um lado, pelo grande aumento das importações. De outro, pela perda de dinamismo nas exportações. Tudo somado, em um ambiente de retração, abrem-se as porteiras à especulação.
EXCLUSIVO
Como de hábito, o ano começa de fato após o Carnaval. Em 2008 não seria diferente, ainda que a festa tenha ocorrido bem cedo. Azar do Governo, que vai ficar mais tempo exposto a críticas e demandas. De um lado, em função da crise dos cartões corporativos. De outro, pelo acirramento natural das exigências dos políticos, em ano eleitoral. Temas já são pautas obrigatórias na mídia.


Tão Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
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