GAZETILHA
|
O novo
presidente do Senado, Garibaldi Alves, abriu os trabalhos
legislativos de 2008 reivindicando justa e imediata revisão
em tema espinhoso: as medidas provisórias.
|
Apesar
da disposição dos presidentes do Senado e da Câmara, poucos
acreditam num regramento moralizador desse instituto, em curto
prazo. Principalmente em ano eleitoral.
|
Para quem não lembra, as MPs nasceram na Constituição de 88,
dentro de um figurino parlamentarista que não vingou. Mas, essa
prerrogativa ficou à disposição do Executivo. |
O Congresso simplesmente está devendo, faz muito, avanços
importantes e reais em campos vitais para a consolidação da
democracia brasileira. Como a reforma política.
|
Ao longo
dos últimos 20 anos, todos os Governos usaram e abusaram das
medidas provisórias. Muitas delas divorciadas da urgência e
relevância que são seus pressupostos. |
A importante fidelidade partidária, por exemplo, acabou sendo
fixada pelo STF, criando polêmica. O fato é que o Legislativo
precisa, urgente, de uma Constituinte exclusiva. |
|
|
|
Câmbio
provoca grandes tensões e apostas
|
|
Se 2007 foi o ano do escândalo e da crise do subprime, 2008 tem
tudo para ser o ano das grandes tensões e apostas cambiais. Nesse
contexto, enormes somas fatalmente mudarão de mãos. No Brasil, por
exemplo, já tem muita gente apostando na volta do déficit das transações
com o exterior. De um lado, pelo grande aumento das importações.
De outro, pela perda de dinamismo nas exportações. Tudo somado,
em um ambiente de retração, abrem-se as porteiras à especulação.
|
|
|
EXCLUSIVO
|
|
Como de hábito, o ano começa de fato após o Carnaval. Em 2008 não
seria diferente, ainda que a festa tenha ocorrido bem cedo. Azar
do Governo, que vai ficar mais tempo exposto a críticas e demandas.
De um lado, em função da crise dos cartões corporativos. De outro,
pelo acirramento natural das exigências dos políticos, em ano eleitoral.
Temas já são pautas obrigatórias na mídia.
|
|