Agripino & Virgílio


Com a extinção da CPMF, determinada pelo Senado, o Governo deixa de contar com receita de R$ 40 bilhões/ano que tomava do povo e vinha gastando, inadequadamente, sem dar a menor satisfação.
FIM DA CPMF: VITÓRIA DO POVO

Prepotente e arrogante, o Governo Lula agora prepara aumento de impostos, suspensão de reajuste salarial dos servidores e cortes de programas sociais, medidas impopulares que serão debitadas na conta da oposição. É a vingança pela derrota dessa semana ao perder os R$ 40 bilhões anuais da CPMF. Graças à firmeza dos líderes do DEM, José Agripino, e do PSDB, Arthur Virgílio(fotos) , o Senado garantiu Natal antecipado aos brasileiros decretando o fim da famigerada CPMF, criada em 1996 para vigorar apenas três anos mas que já há 11 vinha pesando sobre a população que tem a maior carga tributária do mundo. Foi uma vitória do povo.

Pressões, ameaças, negociatas, barganhas, retaliações e apelações. De tudo fez o Governo Lula até a madrugada da última quinta-feira(13) mas não conseguiu evitar a vitória de 95% dos brasileiros no Senado com a extinção da CPMF. Nem mesmo uma carta com apelo de última hora do presidente Lula, apresentada minutos antes do início da votação, assumindo o compromisso de aplicar toda a renda do imposto na Saúde Pública mudou a posição de 34 bravos senadores. Mantiveram-se firmes contra a CPMF escaldados pela experiência de cinco anos de um Governo que não cumpre a palavra empenhada. Por que iria cumprir agora? Consciente de que não tinha os 49 votos necessários à prorrogação da CPMF até 2011, como exigia e diante da derrota anunciada, numa noite de sessão tensa, sob a direção do novo presidente do Senado, Garibaldi Alves, o Palácio do Planalto fez uma derradeira manobra. De forma surpreendente, o senador Pedro Simon(PMDB-RS), que havia assumido o compromisso de em plenário votar contra a CPMF, foi à tribuna discursar a favor do Governo. E pediu aos senadores para que dilatassem o prazo da votação por mais 12 horas a fim de que todos pudesse analisar melhor a nova proposta de Lula. Efeito da estranha manobra foi o contrário do que pretendia o Planalto. Experientes e determinados, os líderes José Agripino e Arthur Virgílio rejeitaram imediatamente o apelo do senador Pedro Simon, muito criticado por ter assumido tal papelão que apenas sujou sua biografia. Por que o Governo não apresentou essa proposta há 15 dias, há 30 dias? Logo entenderam os líderes de que se tratava de uma falsidade. Na verdade, o Governo estava apenas querendo dizer, publicamente, que tentou de tudo, até a destinação total dos recursos da CPMF para a Saúde, mas encontrou uma oposição radicalizada. Curiosamente, o Governo e seus aliados, de tão desesperados, acabaram revelando sua própria contradição. Mesmo depois de o líder governista, senador Romero Jucá, ter apresentado carta do presidente Lula prometendo gastar os R$ 40 bilhões da CPMF só na Saúde, os senadores petistas e aliados continuaram reafirmando, em discursos, que o fim do imposto iria prejudicar o Bolsa-Família e outros programas sociais. Sinal de desarticulação. Pela primeira vez o Governo encontrou uma oposição articulada e sintonizada com o povo. Em clima tenso, sem sucesso o apelo de Pedro Simon a favor do Governo e sem acordo entre os líderes para retardamento da votação, o Senado acabou decidindo, a extinção da CPMF. Caso tivesse sua base aliada unida, o Governo teria obtido 53 votos e uma vitória porque só precisava de 49 votos para aprovar a prorrogação da CPMF. Mas só teve 45 e deixou de contar com seis votos de senadores dos partidos governistas: Jarbas Vasconcelos, Mão Santa, Geraldo Mesquita, César Borges, Expedito Júnior, Romeu Tuma. Preferiram ficar ao lado do povo, determinando o fim do imposto em 31 de dezembro próximo. Sem a CPMF, vai abaixo também a tese do 3º mandato de Lula.
Ao invés de reduzir a gastança, iniciando pelo redução de metade dos 37 Ministérios, o Governo prepara medidas impopulares para debitar na conta da oposição e prejudicá-la junto à sociedade.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva