|
|
| FATORAMA | |
| Jornal das Vozes Livres de Brasília | |
| HOME Brasília - DF 16/12/2007 |
|
SEM
VENCEDORES
|
| capaz de encontrar uma solução. Quando a proposta estava na Câmara dos Deputados, talvez o Governo se sentisse menos falante. Na época, passou o rolo compressor a despeito dos gritos de desespero dos deputados oposicionistas tentando construir o mesmo consenso. A denúncia da negociação tardia foi bem feita pelos líderes da oposição. Mas eis que chega à presidência do Senado Federal uma carta do presidente Lula propondo aos senadores que enfim se fizesse com os recursos da CPMF o que sempre deveria ter sido feito. Aplicação integral na Saúde, ao invés dos 40% de hoje. Era tarde demais. A oposição cheirava a vitória. Queria, depois de |
|
tucanos estavam mais do que certos em rechaçar o imposto. Agora, assumiam o papel de vilão. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu que a proposta fosse analisada com mais calma. Foi agressivamente atacado por Arthur Virgílio (PSDB-AM). É verdade que a demora arrogante do governo em fazer uma proposta decente quase isenta os senadores da oposição. Quase. O último ato da enfadonha peça foi o mais lamentável de todos. Aprovada a Desvinculação de Receitas da União. O Governo acusava a oposição de querer retirar recursos de programas sociais, enquanto descaradamente tentava aprovar o mecanismo |
constitucional que o permite fazer exatamente isso. Partidos como PT, PCdoB,
PDT e PSB defenderam veementemente o superávit primário às custas dos investimentos
públicos. PSDB e DEM entraram no jogo. Assim como a CPMF, foram eles que
inventaram a famigerada sangria de 20% do orçamento para encher o já volumoso
caixa dos banqueiros. Nos grandes partidos brasileiros, não há ideologia,
direita e esquerda. Há governo e oposição. Competindo vigorosamente para
ver quem consegue prejudicar mais o Brasil. Difícil escolher um vencedor. *Estudante de Ciência Política na UnB e de Jornalismo no UniCeub. |