GAZETILHA
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A sessão
de 12 de dezembro de 2007 no Senado está fadada a entrar para
a história brasileira. História do Congresso e da evolução
da política econômica nacional.
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Os analistas
políticos estão debru-çados sobre o aparente paradoxo de um
governo com quase 80% de aprovação (ótimo, bom e regular,
segundo CNI/Ibope), sofrer tamanha derrota.
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Os vencedores, no caso os opositores à renovação do imposto
do cheque, terão de rapidamente posicionar-se em torno de alternativas
para reordenar as finanças públicas. |
Já o Governo, mobiliza técnicos e articuladores em busca de
alternativas, para os futuros orçamentos e suas relações com
o Congresso. As conseqüências marcarão a segunda gestão Lula.
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Os derrotados,
adeptos da renovação de uma CPMF recauchutada, certamente estarão
avaliando a extensão dos novos tempos que surgem no horizonte
político. |
O Congresso, finalmente, terá de avaliar a extensão desse evento
e seus efeitos sobre práticas políticas agora definitivamente
diferenciadas, em termos de Senado e Câmara. |
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Risco
de tensões inflacionárias
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Está na ata da última reunião do Copom: cresce a preocupação com
o divórcio entre o crescimento da demanda e da oferta. As tensões
inflacionárias poderão ressurgir em 2008. E tudo porque os empresários
não conseguem ampliar a capacidade de investimento, na mesma proporção
em que avança o mercado consumidor. Na raiz do problema está a alta
carga tributária e o excesso de regulação governamental. O Governo
ficou deitado em berço esplêndido.
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