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a decisão de seis partidos – PSDB, DEM, PDT, PSB, PSOL e PMDB
– de obstruir todas as votações no Senado e boicotar todas as
reuniões de líderes, enquanto Renan Calheiros permanecer na
presidência da Casa, o Governo Lula terá agora muito mais dificuldades
do que imaginava para apressar a aprovação da famige-rada CPMF,
detestada por 85% da população brasileira. Bloqueio promovido
por esse movimento suprapartidário é a primeira forte reação
dos senadores ao esforço que o Governo e o PT fizeram para livrar
Re-nan da cassação, arrasando com a credibili-dade do Senado
e praticamente acabando com o mínimo respeito da opinião pública
ao Congresso. Para os senadores desses partidos, esta é a única
alternativa do momento para tentar recuperar a imagem da Casa
terrivelmente desgastada, |
tornando
o Legislativo ainda mais enfraquecido. Diante da possibilidade
do presidente do Senado voltar a julgamento em plenário, porque
ainda vai passar por três processos nos quais é permanece acusado
de quebra de decoro parlamentar, os mesmos senadores defendem
o fim imediato do voto secreto e das sessões secretas para decisão
sobre cassação de parlamentares. Clima no Senado depois da absolvição
de Renan ficou tão tenso que os líderes do PT e aliados do Governo
iniciaram articulação com objetivo de convencer o presidente
da Casa a se licenciar por 15 ou 20 dias. Mas Renan tem reagido
contra essas tentativas reafirmando que não renunciará nem se
licenciará e lembrando que sua absolvição é uma decisão soberana
do Senado. Cresceu tanto o ressentimento contra o Governo dos
senadores aliados com a ética que o até vice-presidente do |

Paulo
Skaf, presidente da Fiesp, contra a CPMF |
Especial que analisa o assunto um manifesto com 1.157
milhão de assinaturas contra a manutenção do imposto.
O material foi colocado em seis carrinhos de supermercados.
Em sua manifestação, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf,
ao comentar a teimosia do Governo que
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Senado, Tião Viana(PT-AC), já admite que agora será muito
difícil a aprovação da manutenção da CPMF. Com a hostilidade
aumentando, os senadores jamais irão concordar em garantir
quase R$ 40 bilhões aos cofres do Governo no próximo ano
através de um imposto que tem validade somente até dezembro
próximo e é rejeitado por quase todos os brasileiros.
Acabar a CPMF é a oportunidade que o Senado tem agora
de se reencontrar com os anseios da população, que está
frustrada e |
indignada com a absolvição de Renan. Durante essa semana,
o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo,
Paulo Skaf, que lidera movimento nacional contra a manutenção
da CPMF, esteve participando de audiência pública sobre
o imposto na Câmara. Diante da insistência do deputado
e ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci(PT-SP), relator
da matéria, em manter a prorrogação da CPMF até 2011,
Paulo Skaf entregou à Comissão
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não quer abrir mão do imposto, indo contra a vontade da
Nação, lembrou que somente o aumento de barrecadação de
impostos a mais em 2008 dará para cobrir a receita da
CPMF. Além disso, remanejamentos nno Orçamento podem dar
folga de R$ 53 bilhões ao Governo tornando o imposto desnecessário.
E, finalmente, alertou: “A sociedade brasileira não quer
a prorrogação da CPMF e não aceita trocar a extinção da
CPMF por qualquer promessa de desoneração”. |
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