GAZETILHA
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A história
ensina que, salvo desastres notórios e francamente minoritários,
o ser humano consegue organizar governos que em geral deixam
algum saldo ao término.
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As políticas
de transferência de renda foram aprofundadas. Não há dúvida
sobre isso e seus efeitos. Os econômicos, como a melhoria
da renda. E os políticos, como efeitos eleitorais.
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E essa mesma história mostra que a bajulação e o auto-elogio
são moedas correntes nos círculos do poder. Para alguns, melhor
que o governo de hoje só o governo de amanhã. |
Os
resultados das políticas públicas adotadas em áreas como infra-estrutura,
saúde, segurança e educação, por outro lado, sinalizam baixa
qualidade de gastos e gestão, gerando crises.
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O Governo
Lula e seus áulicos não são exceções a essas regras. E depois
de cinco anos de poder, com mais três pela frente, os contrastes
que a história vai consagrar começam a surgir. |
A incapacidade do governo Lula para a autocrítica vai se delineando.
O tom das próximas campanhas eleitorais, em 2008 e 2010, mais
uma vez, confrontará governos e realidade. |
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Sem
reformas, crescimento em risco
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Não foi por falta de aviso, dirão muitos. E com razão. O fato é
que os sinais de perigo vão se avolumando no caminho do crescimento
brasileiro. Ao invés de aproveitar a fase de prosperidade para fazer
o dever de casa e avançar nas reformas que a economia precisa, o
Governo Lula preferiu o papel da cigarra ao da formiga. Agora o
BC alerta para riscos inflacionários e o ministro da Fazenda nega
que a economia esteja aquecida. Já vimos esse filme.
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