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cerimônia no Senado, ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, declarou-se
honrada com o título de “Mãe do PAC” e praticamente assumiu candidatura
para sucessão de Lula nas eleições de 2010. |
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LARGADA NA CORRIDA SUCESSÓRIA |
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Considerada
autêntica dama de ferro, autoritária, arrogante, mandona,
agressiva, inflexiva, deselegante e grosseira – até por colegas
ministros que ela tem destratado e humilhado em reuniões coletivas
no Palácio do Planalto – a durona e poderosa ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff (foto) está começando a dar sinais de
mudança. Até se emocionou e chorou, causando surpresa geral,
durante sessão relativa ao Dia Internacional da Mulher, nessa
semana, no Senado Federal. E, finalmente, assumiu como “mãe
do PAC”, título que lhe deu o presidente Lula como carro-chefe
do marketing que vai tentar elegê-la sua sucessora nas eleições
de 2010.
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Forjada na luta armada e na resistência de guerrilheira contra
a ditadura militar no Brasil, acumulando, justificadamente,
frustrações, ressentimentos e revoltas, por ter sido presa e
torturada, Dilma Rousseff, agora toda-poderosa no Governo do
PT, ainda não recuperou a sensibilidade de mulher para andar
se emocionando por qualquer coisa. Mas esse choro público é
o primeiro sinal de que ela está mesmo disposta a cumprir recomendações
do presidente Lula para mudar seu perfil e se tornar simpática
e aceitável diante dos eleitores brasileiros. Durante a cerimônia
no Senado, puderam ser constatados ainda outros sinais: a ministra
apareceu com terninho azul, suave, deixando de lado seus tradicionais
e pesados modelitos em vermelho e preto; está mais magra – dizem
que já perdeu 14 quilos praticando |
malhação todos os dias, antes por vaidade, agora por necessidade
de imagem eleitoral. Daqui pra frente, vai ser uma mudança gradual
até virar Dilminha Paz e Amor, receita que o próprio Lula tem
como prova de sucesso. Enquanto todas essas mudanças não acontecem,
o mais importante, politicamente, já está definido. Nem o ministro
da Justiça, Tarso Genro, nem a ministra do Turismo, Marta Suplicy,
nem o governador de Minas, Aécio Neves, muito querido de Lula,
e muito menos o deputado federal Ciro Gomes, detestado pela
maioria dos petistas. Se depender de Lula – e ele tem autoridade
pra isso porque é o principal líder incontestável do PT e não
tem substituto – o próximo presidente do Brasil será sua ministra
da Casa Civil, amiga, companheira, fiel e obediente, Dilma Rousseff.
Embora ela |
apresente um perfil altamente rejeitável, não tenha o mínimo
de carisma eleitoral e nem o menor jogo de cintura para tratamento
das questões políticas – ao ponto de já ter sido presenteada
por congressistas, ironicamente, com um bambolê - Lula deve
acreditar que tudo isso poderá ser revertido pelo gigantesco
investimento de R$ 600 bilhões até o momento de os brasileiros
chegarem às urnas, novamente, para escolher o novo Presidente.
Sim, R$ 600 bilhões. É quanto Dilma vai administrar até 2010:
R$ 503 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento-PAC,
que agrada aos empresários porque fortalece a economia nacional;
e R$ 93 bilhões dos programas Bolsa-Família e Territórios da
Cidadania, já chamados de Territórios Eleitoreiros, que agradam
os pobres porque |
ganham sem trabalhar. Por isso, Lula já está rodando o Brasil,
em campanha disfarçada, tendo ao lado sua ministra e candidata.
Para evitar acusações de que está fazendo uso eleitoreiro da
máquina do Governo, Lula sempre apresentará Dilma como “Mãe
do PAC”, um programa que tem 1.312 ações e obras de infra-estrutura
logística em todo o País, incluindo hidrelétricas, saneamento,
urbanização, transposição do São Francisco, rodovias, ferrovias,
portos e aeroportos. Grávida de tanto poder e tanto dinheiro,
Dilma não resistiu aos holofotes, nessa semana, e acabou se
assumindo como “Mãe do PAC, para o mal ou para o bem”. Pode
até ser novo factóide de Lula ou um projeto de curto prazo,
mas se for ela devolverá a candidatura ao chefe sem qualquer
constrangimento. Para o bem ou para o mal. |
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Lula
parece crer que o investimento de R$ 600 bilhões, até 2010, em programas
administrados por Dilma Rousseff poderá reverter o perfil altamente rejeitável
da ministra e torná-la sua sucessora. |