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dirigentes e líderes PT no Congresso resolvam abandonar a defesa
do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como estão
sinalizando, diante do tumultuado processo de investigação do
senador no Conselho de Ética e da crescente onda de denúncias,
o problema deixará de ser apenas do PMDB e poderá virar uma
questão de Governo. Dirigentes e líderes do PMDB já estão avisando:
o maior partido da coalizão de Lula no Senado, com 20 parlamentares,
não aprovará projetos de interesse do Executivo abrindo uma
crise dentro do Governo. Essa posição do PMDB ficou clara após
renúncia do presidente do Conselho de Ética, senador Sibá Machado
(PT-AC), que tentou forçar uma definição do julgamento, pondo
em votação o relatório do senador Epitácio Cafeteira (PMDB-MA),
mesmo sabendo que Renan não teria votos suficientes para encerrar
o caso. Cafeteira deixou o cargo por motivos de saúde, |
depois
de recomendar o arquivamento do processo. Foi substituído pelo
senador Wellington Salgado(PMDB-MG), que também abandonou a
função. Sibá Machado não conseguiu um novo relator e o processo
ficou parado durante toda essa semana no Conselho de Ética.
Como o DEM, que tem a segunda maior bancada no Senado, de 17
parlamentares, resolveu radicalizar pedindo o afastamento de
Renan Calheiros da presidência da Casa até o desfecho das investigações
e poderá ser acompanhado pelo PSDB, dirigentes do PMDB avaliam
que o abandono do PT deverá gerar um enfraquecimento nas forças
que apoiam o Governo Lula. Para agravar a situação, o PMDB também
está com outro senador, Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito
Federal, que não tem o apoio do PT, sendo investigado e ameaçado
de processo no Conselho de Ética do Senado. Embora em circunstâncias
e procedimentos diferentes, Renan e Roriz são |
Constantino, descontado de um cheque dele, de R$ 2,2
milhões, do Banco do Brasil e sacado em agência do
BRB-Banco de
Brasília. Em pronunciamento como presidente do Senado,
Renan apresentou farta documentação
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sem recursos públicos, entre pessoas físicas e jurídicas
privadas”. Defendeu-se também na tribuna do Senado. Esclareceu
que o detalhamento do seu diálogo com o ex-presidente
do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, em 13 de março |
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comprovando que o pagamento da pensão de R$ 12 mil mensais
foi feito com recursos próprios, a partir do rendimento
da venda de gado de suas fazendas em Alagoas que atingiu
R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. Mas laudo preliminar
da Polícia Federal apontou inconsistências em notas fiscais
referentes à venda do gado gerando controvérsias e novas
denúncias. Renan rebate tudo dizendo-se vítima de um “esquadrão
da morte moral”. Já o ex-governador Joaquim Roriz passou
a semana se defendendo através de notas oficiais, rechaçando,
com veemência, “as tentativas criminosas de confundir
uma negociação normal, |
deste ano, gravado pela Polícia e vazado para a imprensa,
deu-se pela necessidade de se resgatar em espécie o
cheque de R$ 2,2 milhões emitido pela empresa Agrícola
Xingu S/A ao empresário Nenê Constantino para que desse
total fosse cedido R$ 300 mil em forma de empréstimo.
Conforme Roriz, o dinheiro foi aplicado na compra de
uma bezerra junto à Associação de Ensino de Marília,
São Paulo. Embora tenha apresentado documentação comprovando
tudo, tanto o empréstimo como a aquisição do animal,
Roriz está sendo colocado sob suspeita porque seu diálogo
gravado foi com o então
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presidente do BRB, Tarcísio Franklin, que já foi preso
e liberado, acusado pela Polícia e pelo Ministério Público
de ser chefe de uma quadrilha que desviou aproximadamente
R$ 50 milhões do Banco de Brasília. Mas Roriz tem sustentado,
enfaticamente, que a movimentação financeira que realizou
não tem qualquer ligação com a Operação Aquarela que acabou
prendendo 20 pessoas, inclusive dirigentes do BRB, por
crimes contra a administração pública, peculato, lavagem
de dinheiro e formação de quadrilha. Desdobramentos dessa
crise no Senado e Governo vão fazer os próximos dias em
Brasília bastante agitados. |
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