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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 15/07/2007

DEFESA OU CUMPLICIDADE?

Se alguém ajuda um criminoso a cometer um delito será acusado de cumplicidade. Se a ajuda chega depois de cometido o delito essa ajuda chama-se direito de defesa. Defender a invasão no Iraque é uma cumplicidade com genocídio. Lembremos alguns números em atentados após a invasão do Iraque: em 2003, 107 mortos na mesquita de Nayaf; em 2004, 105 mortos em Erbil Norte, 103 nas cidades de Mosul, Baaquba e Ramadi; em 2005, 118 mortos em Hilla; em 2006, 202 mortos no bairro de Sadr, em Bagdá. Neste ano, 130 mortos num mercado de Badgá e mais de 220 mortos no mercado de Amarli nessa semana. Alguém ouviu falar de atentados no Iraque antes de ser invadido pelas tropas americanas e britânicas? Chama-se Bush o responsável pela desgraça do povo Iraquiano.


CHÁVEZ INCOMODA

O presidente Hugo Chávez, certamente, é um novo libertador de conceitos e palavras para referir-se às relações internacionais. O Mercosul nunca tinha sido qualificado tão duramente por um chefe de Estado. O Mercosul é uma “instituição formada no seio do neoliberalismo que acabou se convertendo em mais uma forma de agrupar elites e poderes empresariais relegando ao último plano a integração entre os povos”. Para os poderes Executivo e Legislativo do Brasil está claro que Chávez incomoda muito ao tentar alterar o status-quo no Mercosul. Argentina e Paraguai colocam panos quentes porque sabem que um Chávez contra incomoda muito mais.

  • Vários integrantes do Senado do Brasil reagiram ao prazo dado pelo presidente Venezuela Hugo Chávez para que aceite a incorporação venezuelana ao bloco. Foram bravatas de cunho nacionalista. Num outro momento essas bravatas teriam grande eco popular.

  • Quem critica o Senado brasileiro acaba angariando simpatias. Quatro de cinco brasileiros não confia no Senado, mostram as pesquisas. O corporativismo do Senado afundou a instituição perante a opinião publica. O Senado deixou de pensar na História e se enrola em historinhas.
  • O senador Cristóvão Buarque escreveu um demolidor artigo para Folha de São Paulo sobre esse corporativismo cego, sobre o trabalho para proteger, encobrir, enquanto a maioria da população passa a perguntar-se...Que democracia é esta...?
  • O poder do Senado é gigantesco. Esse poder seria capaz de corrigir distorções sociais, de direcionar a economia para o bem comum, de proteger o meio ambiente, de dirigir o debate central nacional para temas relevantes, de ajudar a fazer justiça. O poder de Senado também é gigantesco para destruir os sonhos de uma nação.

SINISTROS
“Quanto mais sinistros são os desejos de um político mais pompa surge no seu discurso”. Assim pensava o admirável escritor Aldous Huxley que nunca foi candidato a nada.
PRIVILÉGIOS
“O eleitor goza do sagrado privilegio de votar por um candidato que outros elegeram”. Frase conclusiva é de Ambroso Bierce meditando sobre democracia contemporânea, tão carente de qualidade.
DINHEIRO
“Arruma o dinheiro, a virtude virá depois”. O pensamento, com diversas aplicações, é do espanhol Quinto Horacio Flaco que nunca visitou prédios de tetos circulares em capitais sul-americanas.
GIRAMUNDO - O pensamento do governador do Paraná, Roberto Requião, merece reflexão de todos. Segundo ele, a maioria das empresas de comunicação de massa faz crer que não existe possibilidade de vida fora do círculo traçado pelos interesses do mercado. Reagir é uma questão de humanidade.

Tão Gomes Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Charlotte Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva