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apenas 100 dias no GDF, o governador Roberto Arruda implodiu, literalmente,
velhas irregularidades e ilegalidades da paisagem urbana e da gestão pública
de Brasília. |
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AGORA É TEMPO DE CONSTRUÇÃO |
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Elegantes,
cavalheiros, gentis, sorridentes e até afáveis um com o outro.
Comportaram-se, assim, o presidente Lula da Silva e o ex-presidente
Fernando Collor, nessa semana, no Palácio do Planalto, no
primeiro encontro dos dois(fotos) quase 18 anos depois de
agressivo duelo no segundo turno da eleição presidencial de
1989. Lula deu um cordial abraço em Collor e abriu a conversa
com amenidades, rompendo qualquer possibilidade de constrangimento,
durante audiência que reuniu a bancada do PTB no Senado. Mais
maduros, experientes e calejados, os dois inimigos do passado
agora são aliados em defesa de projetos de desenvolvimento
para o Brasil.
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Como Ortega e Gasset, o governador Roberto Arruda acredita que
“toda revolução é a implantação de uma nova ordem que vira o
tradicional pelo avesso”. Foi o que ele promoveu em apenas 100
dias realizando, literalmente, três grandes implosões de edifícios
inacabados em situação irregular que viraram monstren-gos de
quase duas décadas na paisagem urbana de Brasília: em janeiro,
o hotel de luxo em frente ao Clube de Golfe, às margens do Lago
Paranoá; em fevereiro, o prédio da BiBaBô, no Setor Comercial
Sul; e, nessa semana, o shopping do Lago Norte, que há 18 anos
ocupava 38 mil metros quadrados de área construída. Foi a demolição
que deu mais trabalho, mas agora, o que ia ser um shopping está
transformado em 20 mil toneladas de entulho, que serão retiradas
em dois meses, abrindo espaço para novo |
centro comercial a ser construído no prazo de três anos. Marcas
simbólicas do novo Governo, as implosões atingiram também setores
importantes do GDF que passou a viver sob tremenda economia
de guerra depois de o governador ter sido surpreendido, logo
após ser empossado no Buriti, com um rombo de quase R$ 400 milhões.
Sem alternativa, partiu para demolições de velhos esqueletos
de custos e gastos da máquina do Governo: implodiu dez Secretarias
do GDF; implodiu 17 mil servidores de cargos comissionados que
haviam entrado sem concurso no serviço público; implodiu o Instituto
Candango de Solidariedade, demitindo 11 mil pessoas; implodiu
110 contratos de aluguéis de prédios ocupados por secretarias
do GDF; implodiu esquema de carros alugados ao GDF, devolvendo
600; e implodiu 174 barracos e 228 casas |
de invasões no Parque da Vaquejada, em Ceilândia e no Setor
de Inflamáveis. Com essa demolição geral, o novo Governo mostrou
ao povo do DF sua firme determinação em deixar na poeira do
passado irregularidades e ilegalidades contra a gestão pública
e conseguiu equilibrar as contas do GDF que estavam deficitárias
em cerca de R$ 750 milhões. Diante das dificuldades financeiras
que encontrou, Roberto Arruda preferiu adotar logo medidas de
impacto e impopulares, deixando de lado, temporariamente, seu
plano de metas, mesmo sabendo do custo político disso e da contrariedade
causada à população ansiosa por melhorias nos serviços de saúde,
educação, transportes e segurança pública. Mas, o governador
justifica: “Com essas medidas reduzimos em R$ 200 milhões as
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despesas do GDF e podemos começar os investimentos”. Entre os
melhoramentos previstos estão dez campi da UNB em cidades satélites,
ao custo de R$ 50 milhões; construção de 300 postos policiais
para reforçar o combate à criminalidade; construção de 20 vilas
olímpicas de apoio ao sistema educacional, que receberão R$
100 milhões; implantação do programa “dentista nas escolas”
para atender 530 mil alunos da rede pública; e conclusão do
metrô em Ceilândia e sua ampliação para o Entorno Sul, o que
ainda está dependendo de liberação de financiamentos externos.
Satisfeito com os resultados dos primeiros 100 dias e consciente
de que está iniciando uma revolução na gestão pública do GDF,
Arruda anuncia a nova ordem : “Consumadas as implosões, agora
vamos para as realizações”. |
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Consciente
de que está iniciando uma revolução na gestão pública do GDF, Arruda anuncia
que, passadas as implosões, agora chegou o momento de investimentos e de
realizações. |