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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 15/03/2009

A MAROLINHA CAMBIAL DOS TUCANOS
A recessão bate na porta. E, na mesma velocidade com que se desmoronam as intermináveis discussões que marcaram o período anterior ao aprofundamento da crise econômica, sobre as possibilidades de “blindagens” da economia nacional do turbulento contexto mundial, se alimentam, agora, as expectativas sobre os prováveis impactos políticos de sua chegada. A queda brutal do nível de atividade econômica, as demissões em massa e a restrição do crédito, a pouco menos de um ano das eleições presidenciais, sem dúvida podem injetar ânimo nas combalidas oposições ao Governo Lula para uma retomada, sob novo cenário, da disputa política. Os equívocos de foco e as carências de legitimidade histórica, no entanto, continuam obstáculos, ao menos por enquanto, a serem superados pelos adversários da atual gestão. A oposição aposta na rotulação da administração petista como algo despreparada para enfrentar a crise, haja vista a dificuldade do Presidente em sequer admitir sua existência, num primeiro momento, e numa suposta falta de ação para enfrentá-la posteriormente, a despeito das inúmeras medidas provisórias e iniciativas do governo no sentido de estimular o crédito ou dar fôlego tributário a setores específicos. Medidas,




evidentemente, passíveis de críticas em si, mas dificilmente invisíveis. A dificuldade inerente à crítica é óbvia: a linha que separa o argumento de que o Governo ignorou a crise não deve se confundir com a de que ele lidou erroneamente com ela. No entanto, tenha sido a referência à “marolinha”

uma espécie de sinalização pateticamente otimista do presidente para os mercados tenha sido uma das deformações fantasiosas de mundo que vez ou outra costumam acometer o presidente Lula, como a que o levou a classificar a saúde pública brasileira como “perto da perfeição”, o passado tucano pouco o autoriza a falar neste tipo de “inaptidão” para lidar com crises econômicas. Enquanto as urnas das eleições presidenciais de 1998 não confirmaram a reeleição de Fernando Henrique, o PSDB também, com seu populismo cambial irresponsável, para dizer o mínimo, ignorou a existência de uma crise que em pouco tempo arrasaria a economia brasileira de forma talvez pouco menos devastadora do que esta ameaça fazer. Tanto o é que, nos círculos tucanos, até mesmo o exemplo de como o governo Fernando Henrique prontamente lidou com a crise do abastecimento de energia elétrica - leia-se, em grande medida, penalizando consumidores - parece ser mais utilizado como ideal de reação do que o pires na mão rumo aos cofres do FMI. Sorte para o tucanato que a popularidade atual de Lula pouco parece ter a ver com um acúmulo estruturado de memória política da população brasileira.



OTAN - Afastada desde 1966, sob a presidência de Charles De Gaulle, a França voltou, nessa semana, ao comando da Otan-Organizaçao do Tratado do Atlântico Norte. Segundo o presidente Nicolas Sarkozy, isso vai render a Paris “mais força e influência no cenário mundial”.

Erro do Vaticano
Massacre de Alabama
Cocaleiro Morales
Papa Bento XVI, em carta a bispos de todo o mundo, admitiu ter errado na excomunhão do bispo Richard Williamson, que negou o Holocausto. Explicou que o caso foi mal conduzido.

Polícia ainda não sabe os motivos. Michael McLendon, 28 anos, tinha emprego estável, casa, família e cachorros, não tinha ficha criminal, não tinha doença, parecia uma pessoal tranqüila e legal, demonstrava estar bem com a vida. Mesmo assim, ele cometeu um massacre, nessa semana, em Kinston, no Alabama: com mais de 200 tiros, matou a mãe e outras nove pessoas, matou seus quatro cachorros, incendiou a casa e, depois de tudo, se suicidou. Perplexidadade geral.
Presidente da Bolívia, cocaleiro Evo Morales, mascador de coca, quer que a ONU retire a planta da lista de drogas ilícitas.Líder boliviano alega que ela “não causa dano nenhum” aos consumidores.


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