GAZETILHA
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Não só
de crise econômica que o mundo está abalado. Existe uma profunda
crise existencial tomando conta das pessoas. Muita gente aparentemente
feliz está, na realidade, infeliz.
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Na Alemanha,
Tim Kretschmer, apenas 17 anos, abriu fogo numa escola secundária,
matou 15 pessoas e deixou sete feridas. Fugiu e acabou morrendo
em tiroteio com a polícia.
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Somente essa crise de desesperança e de angústia existencial
pode explicar o que aconteceu, essa semana, nos Estados Unidos
e na Alemanha. Duas tragédias que chocam o mundo. |
Em ambos os casos, a mesma intrigante questão: falta de motivos
para tanta violência. Como dois jovens, aparentemente tranqüilos,
e sem problemas, podem cometer tamanha barbaridade?
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Nos Estados
Unidos, Michael McLendon, 28 anos, empregado, com família e
cachorros, matou sua mãe, suas avós e tios, total de dez pessoas.
Depois, incendiou a casa e se suicidou. |
Desespero, angústia, desesperança, falta de horizontes? Com
certeza, a humanidade não está sob pressão apenas de grave crise
econômica. Mais profunda talvez seja a crise existencial. |
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Governo
tem solução mas não resolve
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Durante seminário em São Paulo, nessa semana, a ministra Dilma Roussef,
em campanha aberta para a sucessão presidencial em 2010, afirmou
que o “Governo atual é parte de solução para a crise” ao contrário
de governos anteriores que quebravam diante de abalos financeiros
internacionais. Se é assim, por que, então, o Governo não baixa
os preços dos combustíveis? O preço do petróleo caiu absurdamente,
mas no Brasil o povo permanece pagando muito caro pela gasolina.
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