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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 15/02/2009 |
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VITÓRIA DA INTOLERÂNCIA
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| Depois de França, Itália e outros países de peso, foi a vez, nessa semana, de Israel dar sua contundente guinada à direita. O virtual empate entre os partidos de centro-direita, Likud e Kadima, e a corrida de ambos pelo apoio rumo ao estabelecimento de uma coalizão governista com o ultra-direitista Israel Beytenu, sinalizam em essência a nova correlação de forças da política israelense que emergiu das urnas. As interpretações mais comuns das eleições ressaltaram, além do bom desempenho da direita, o virtual colapso do tradicionalíssimo partido Trabalhista, reduzido a 13 cadeiras no Parlamento e ao lugar de | quarta força política do país. O fracasso da legenda, contudo, tem raízes muito mais profundas do que o mero jogo eleitoral. Simboliza, acima de tudo, a expressão concreta da incapacidade de conciliar, externamente, uma política bélica expansionista com, internamente, uma agenda de ampliação de direitos civis e políticas sociais. Afinal, enquanto no poder, o partido trabalhista tem sua ampla cota de sangue palestino nas mãos: seja pela animação militarista com a qual conduziu questões territoriais, seja pela sabotagem nas negociações de paz intermediada pelos Estados Unidos seja |
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Uma leitura que já havia sido fortalecida após as últimas investidas que marcaram o confronto com os palestinos, seja pelas gritantes evidências de desproporcionalidade de forças seja pelas reiteradas denúncias, inclusive e principalmente de agências internacionais do gabarito da ONU, de abusos imperdoáveis em tais ações. Diante de um contexto deste, não é de se espantar que o partido mais cobiçado do momento defendeu, em campanha, a despeito do fato de que cerca de 20% da população de Israel ser árabe, a obrigatoriedade de juramentos de fidelidade ao Estado judaico ou a perda de cidadania e | de outros direitos fundamentais, como o sufrágio. Como costuma ser nestes casos, o Israel Beytenu surfa, com primazia, sobre as insatisfações e inseguranças econômicas de jovens, apontando como bodes expiatórios para seus problemas um conjunto qualquer da população invariavelmente em piores condições na estrutura social do que eles próprios. De exemplos de intolerância motivados por cenários como este, infelizmente, o planeta está cheio, como demonstrou a agressão da qual foi vítima a brasileira Paula Oliveira na Suíça, torturada por neonazistas ligados a partido do governo. |
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ISRAEL - Qualquer que seja o novo Governo de Israel, após as eleições com disputa ferrenha entre a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, e do ex-premier Binyamin Netanyahu, o cenário não deve mudar na Palestina: ocupação, assentamentos e falta de perspectivas para criação de novo Estado. |
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Pacote
de Obama
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Vítima
de Xenofobia
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Desemprego
Geral
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| Com a aprovação pelo Congresso do socorro financeiro de US$ 838 bilhões, o presidente Barack Obama deve começar seu Governo com pacote de US$ 3 trilhões para estímulo econômico no EUA. |
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Um
terço da população da Suíça é decla-radamente xenófobo, segundo relatório
da ONU. Isso explica o crescimento do Partido do Povo Suíço(SVP),
ultradireitista, cuja sigla foi marcada por estilete nas pernas da
advogada brasileira Paula Oliveira, atacada nessa semana em Dubendorf,
cidade na periferia de Zurique. Pernambucana, em situação legal na
Suíça, ela foi torturada pelos neonazistas. Estava grávida e perdeu
os bebês gêmeos. Mas a Polícia da Suiça diz que foi
caso de automutilação.
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Mais de 35 milhões de trabalhadores já estão desempregados pela crise financeira global em todo o mundo, 25 milhões só na China. Nessa semana, a General Motors anunciou que vai demitir este ano 19 mil empregados. |
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