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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 15/02/2009

S NOVOS PRESIDENTES DO SENADO E DA CÂMARA VÃO TRILHAR NOS PRÓXIMOS DOIS ANOS UMA ESTRADA DIFÍCIL. ELES NEM TIVERAM TEMPO DE DETALHAR SEUS PLANOS E JÁ ENCARAM ABACAXIS A DESCASCAR. O DEPUTADO MICHEL TEMER, O CASO DE EDMAR E SEU CASTELO. O SENADOR SARNEY, BRIGAS PELAS COMISSÕES DA CASA. E 2010 VEM AÍ. É ESTRADA MUITO COMPLICADA.

Chocante o caso da jovem brasileira atacada por skinheads neonazistas na Suíça. A xenofobia parece crescer no mundo. Estimulada pela crise do trabalho e instintos que constrangem a condição humana.

Reformas não saem do lugar

O jogo de cena que envolve os debates sobre reformas importantes para o País está na raiz do crescente desencanto de amplas parcelas da sociedade com a classe política. Executivo e Legislativo, de tempos em tempos, preparam propostas e proclamam a necessidade de serem feitas as reformas política e tributária. Na prática, nada acontece. Os corporativistas, dos pequenos partidos aos Estados mais poderosos bloqueiam qualquer avanço.

GAZETILHA

As pessoas fazem ou deixam de fazer, segundo elas e suas circunstâncias. Filósofos e sociólogos consagraram esse princípio. Na prática isso traduz, em geral, a distância entre teoria e prática.

O plano anti-crise de quase US$ 850 bilhões foi finalmente aprovado pelo Congresso americano. E nem por isso conseguiu devolver o otimismo aos agentes econômicos mundo afora.

O recém-empossado presidente Barack Obama está vivendo essa contradição. Ele chegou com a imensa responsabilidade de resgatar toda uma nação com a auto-estima em baixa.
Vai daí que a recessão avança pela União Européia e na Ásia, destruindo milhares de postos de trabalho. Aqui crescem as dúvidas sobre, afinal, onde ficará o fundo do poço.
Apesar da consciência de tamanha responsabilidade, e ele a tinha, o fato é que o Presidente americano começou acertando no plano ético, mas falhando na esfera econômica. Para dificultar a solução, crescem os sinais de uma grande onda protecionista. Numa dessas, a crise demole o processo de globalização e seus ganhos. E o mundo voltaria aos blocos.
Campanha presidencial de 2010 está nas ruas
A Justiça Eleitoral ainda não se deu conta, mas a campanha presidencial de 2010 já está nas ruas. Não oficialmente. Na prática. O grande encontro do presidente Lula com mais de 4.500 prefeitos, em Brasília, prova isso. O objetivo principal, tudo indica, foi posicionar a ministra Dilma como candidata da situação. A oposição percebeu e também quer acelerar a escolha de seu candidato nessa corrida. Logo, logo, outras campanhas estarão nas ruas.

EXCLUSIVO
O primeiro semestre de 2009 está comprometido, a exemplo do último trimestre de 2008. Cresce o número de países oficialmente declarados em recessão e os mercados de consumo encolhem, com quedas nas compras mundo afora. O comércio exterior diminui também, junto com os PIBs de boa parte do planeta. Será que o Governo ainda acredita num crescimento de 3,5% este ano?


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