Lula da Silva


Com os estragos já causados pela crise global na economia nacional nos meses de outubro e novembro, PIB deste último trimestre do ano deve cair e o Brasil pode entrar em recessão no começo de 2009.
CHOQUE DA CRISE E DA VERBORRÉIA
Crescimento de 6,8% do PIB brasileiro no trimestre de julho a setembro deste ano é coisa do passado, de um período de prosperidade, que acabou em outubro com o abalo financeiro mundial. Mesmo assim, se houver queda de 1% neste último trimestre, como previsto, o PIB brasileiro ainda pode fechar o ano com 5,8%. Desempenho da economia explica os 70% de aprovação popular ao presidente Lula(foto). Mas, isso não lhe permite ser desrespeitoso com a Presidência da República, nem deselegante, nem deseducado, falando demais e grosseiramente, usando expressão chula para se comunicar com 200 milhões de brasileiros, como se fossem todos uma plebe rude.

Até o presidente Lula, depois de insistir em garantir ao povo brasileiro que o maremoto financeiro internacional chegaria ao Brasil como uma marolinha, já sabe que isso é uma mentira que não pode ser mais sustentada. Após dois meses deixando os principais governantes do mundo desenvolvido loucos, sem condições de acalmar os mercados, apesar das liberações de mais de US$ 3 trilhões para socorrer bancos, montadoras de automóveis e construtoras de imóveis, infelizmente a crise chegou e se instalou no Brasil. Não para o presidente Lula “se lascar”, como ele próprio diz espertamente, posando antecipadamente de vítima diante do povo, mas porque o Brasil não é uma ilha inatingível nesse mundo de economia globalizada. Com Estados Unidos, Europa e Japão já declaradamente em recessão, que pode durar até 2010 ou mais, o Brasil não pode manter seu ritmo de crescimento e os primeiros estragos da crise devem aparecer no PIB deste último trimestre do ano. De forma inteligente, o presidente Lula se aproveita desse fato para permanecer com discurso otimista reafirmando ao povo que a crise no Brasil será suave e que todos os brasileiros devem continuar comprando e gastando porque se não fizerem isso derrubarão as vendas do comércio e da indústria e correrão o risco de desemprego. Mas, o real é o seguinte: o impacto da crise está chegando ao País com defasagem sobre a economia real e, consequëntemente, haverá efeitos retardados na retomada do crescimento. Enquanto o presidente Lula se acha no direito de manter-se oferecendo ilusão, os brasileiros precisam ficar atentos para os primeiros sinais da crise já registrados e em evolução: queda da produção industrial de 1,7% em outubro; queda de 34% na produção de automóveis em novembro, depois de já ter caído 11,% em outubro; queda de 15% nas vendas da indústria eletroele-trônica em outubro e novembro; siderúrgicas nacionais já reduziram sua produção em 2 milhões de toneladas de aço bruto; fábricas importantes do País estão paralisando suas atividades e colocando mais de 120 mil trabalhadores em férias coletivas; mais de 300 mil veículos estão estocados nos pátios das montadoras; somente no ABC paulista, 85 mil metalúrgicos vão passar o Natal apreensivos sem garantia dos empregos; e mais de 10 mil estarão desempregados até fevereiro próximo. Diante disso, além de deplorável e inadmissível por inadequado ao cargo de um Chefe de Nação e servir de péssimo exemplo para milhões de jovens e adolescentes em formação, o diagnóstico chulo do presidente Lula, que chocou o País, ao dizer que se fosse médico não diria que com esta crise o Brasil “sifu”, traz exatamente a essência de um discurso falso e enganoso agora já sem sustentação. Ou seja, Lula prefere dizer aos brasileiros que não se preocupem, pois o Governo tem remédios contra a doença, mesmo sabendo que a crise é grande, grave e arrasadora e pode colocar o Brasil em recessão já nos primeiros meses de 2009. Por isso, até mesmo entre os 70% dos brasileiros que aprovam Lula, muitos já estão plenamente convencidos da cruel realidade antecipada pelo cidadão carioca Ricardo Magalhães, no mesmo tom presidencial: “Pelo jeito, eu “mifu”, o povo, “sifu”, e nós todos “nosfu”.
Diante dos efeitos da crise no Brasil, discurso otimista e enganoso do presidente Lula já não tem mais sustentação e se torna chocante com termo chulo desrespeitoso à própria Presidência da República.

Expediente Musa Antônio Caraballo Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Charlotte Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva