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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 14/12/2008

S ANOS PASSAM, AS PESQUISAS SE SUCEDEM E A PERCEPÇÃO DE QUE A SOCIEDADE ESTÁ DECEPCIONADA COM O TRABALHO DO CONGRESSO CRESCE. NA RAIZ DO DESENCANTO, O PECADO DA OMISSÃO PARLAMENTAR. NO FIM, O EXECUTIVO LEGISLA COM AS MPs E O JUDICIÁRIO REGULA OS VÁCUOS DE LEIS, CUJO ESPÍRITO O LEGISLATIVO DEIXOU PELA METADE. ASSIM NÃO DÁ MESMO.

A tragédia em meio à festa na decisão do Campeonato Brasileiro no Bezerrão expõe uma deficiência: como usar armas letais para lidar com torcidas, que seriam controladas com bastões, spray de pimenta e, no limite, balas de borracha?

Selic não é algoz de juros

A última reunião do COPOM em 2008 não mudou a taxa de juros. O BC certamente fará um corte na taxa logo na primeira reunião de 2009. As queixas contra os 13,75 da SELIC foram unânimes. Em on no setor privado. Em off no setor público. Mas problema mesmo é a escassez de crédito e a falta de ferramentas como o cadastro positivo, que ajudariam a reduzir vergonhoso spread que penaliza os tomadores de empréstimos.

GAZETILHA

A passagem de 2008 para 2009 promete ser muito diferente do figurino habitual nas festas de final de ano. O otimismo gratuito, sonhador, parece fora do próximo reveillon.

Em meio aos convites ao consumo, melhor gastar algum tempo com a previsão de contas a pagar e a provisão dos recursos para os clássicos compromissos de todo início de ano.

Os problemas econômicos que o mundo enfrenta não recomendam atitudes de euforia desconectadas da realidade. As chances das pessoas enfrentarem problemas são enormes.
Parece consistente a impressão de que o País está em condições de sofrer menos que outros, na travessia desta crise. Mas sofrer menos não é passar incólume.
É claro que o ser humano tem todo o direito de aspirar o melhor. Mas não seria prudente ignorar os riscos colocados adiante, em termos de manutenção do emprego e da renda. Por fim, vale considerar também que ninguém de juízo consegue garantir, hoje, qual será a exata profundidade da crise e seu tempo de duração. Lá fora ou aqui dentro.
Pacote de bondades contra o tempo perdido
O Governo acaba de oferecer ao País um pacote de benefícios que permite às pessoas manter a disposição para consumir e às empresas a capacidade de produzir, para evitar demissões em massa. É a resposta para aquilo que Lula pensou ser apenas uma marolinha e que rapidamente desmentiu o Presidente. É pena que medidas, como nova tabela do IR, para penalizar um pouco menos o cidadão, e redução do IPI para carro popular, apareçam somente na crise.

EXCLUSIVO
O Congresso Nacional lida com discussões e propostas de reforma tributária há 13 anos. Mudanças importantes nas áreas previdênciária, trabalhista, política e sindical também dormem em arquivos parlamentares de distintas comissões, na Câmara e no Senado. E apesar da evidente necessidade do País, nada acontece.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva