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seu governo populista e sua retórica nacionalista, Lula tem demonstrado
estar convencido de que vai eleger sua sucessora, a ministra Dilma Rousseff,
um peso pesado para ser levado até às urnas. |
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VITÓRIA DO POPULISMO-NACIONALISMO |
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Mais
do que confiante, o presidente Lula(foto) está seguro de que
elegerá o seu sucessor e vai ser uma mulher – a ministra da
Casa Civil, Dilma Rousseff. Para isso, além do bom desempenho
da economia e do efeito eleitoreiro do Bolsa-Família, o Presidente
adota o discurso populista-nacionalista sobre as gigantescas
reservas de petróleo pré-sal e adiciona o resultado das eleições
municipais que se realizam no Brasil em outubro próximo. Mantidas
as tendências atuais, que se revelam consistentes nas mais
recentes pesquisas, Lula vai chegar às eleições presidenciais
de 2010 com cerca de 20 dos 26 prefeitos de capitais. E uma
aprovação popular sem igual na história.
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Embora essa certeza de Lula, fundamentada na crença pessoal
dele de que o Brasil manterá até 2010 sua economia em crescimento,
melhorando a vida dos trabalhadores e diminuindo os pobres no
País, pareça resultado de ambição desmedida e de incontrolável
delírio, na verdade, o Presidente tem verificado e comprovado
o alto índice de sua popularidade em viagens pelos Estados,
com dois objetivos eleitorais: apoio aos candidatos do PT e
aliados nas próximas eleições municipais e apresentação da ministra
Dilma Rousseff, que não tem o menor jogo de cintura, faz questão
de não ser simpática, permanece com postura ultrapassada de
guerrilheira comunista e representa uma carga pesada para ser
levada até às urnas presidenciais. Entretanto, para Lula, cada
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mais dominado por espírito messiânico, se ele pode eleger até
poste, não será difícil fazer sua sucessora uma mulher que se
apresenta auto-suficiente, esbanjando antipatia, arrogância
e até autoritarismo. Mais fácil ainda se confirmadas as perspectivas
para outubro próximo nas urnas. Dos 26 novos prefeitos de capitais,
Lula está contando com, pelo menos, sete do PT: São Paulo, Recife,
Fortaleza, Vitória, Rio Branco, Porto Velho e Palmas. Outros
13 seriam aliados, sobretudo no Rio de Janeiro, Belo Horizonte
e Porto Alegre. Em resumo: Lula teria o controle dos principais
centros eleitorais do País e uma corrida sucessória sem obstáculos
em 2010. Nesse cenário amplamente favorável, Lula tem garantida,
antecipadamente, uma vitória de sua candidata assumida Dilma
Rousseff. E por que Dilma Rousseff e não outra mulher, como
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ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, provável nova prefeita
de São Paulo? Porque Dilma é uma escolha pessoal de Lula e não
do partido e Marta seria do partido. E porque não sendo escolha
do partido, Dilma pode assumir o compromisso pessoal, como já
assumiu, de não tentar a reeleição em 2014 abrindo espaço para
a volta de Lula ao Planalto. Para o presidente Lula, os ventos
atuais não deixam dúvidas. Somente o populista Bolsa-Família,
que mantém os pobres na pobreza, sem emprego e sem futuro, garante
mais de 40 milhões de votos para eleição de sua sucessora e
quem ele quiser. Sua aprovação no Ceará, por exemplo, chega
aos 95%. Apenas uma visita sua em campanha mudou radicalmente
o quadro eleitoral em Juazeiro do Norte, segunda maior e mais
importante cidade do Estado, onde o PT deverá |
eleger prefeito um desconhecido médico, Manoel Santana. E com
sua retórica do nacionalismo sobre as jazidas do petróleo pré-sal,
Lula já tenta emocionar e convencer eleitores para seu terceiro
mandato em 2014. Obviamente, com popularidade tão alta e tantos
milhões de votos encabrestados, de fazer inveja aos mais inescrupulosos
coronéis da história política nacional, Lula não enxerga tempestades
no horizonte: nem quebradeira geral da economia mundial por
causa da crise americana nem aumento geral da inflação global
por conta do petróleo. Embora sejam cada vez mais fortes, os
sinais de longa recessão mundial, que pode afetar tremendamente
o Brasil e mudar os rumos eleitorais até 2010, não comovem nem
alteram o espírito nem a razão de Lula. Afinal, é assim que
age e reage um messiânico. |
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Confiança
de Lula está fundamentada na sua incontestável alta popularidade, nas dezenas
de milhões de votos encabrestados pelo Bolsa-Família e ainda no seu espírito
messiânico cada vez mais forte. |