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Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 14/09/2008

A ATRAÇÃO DE OBAMA
a medida em que tanto o partido democrata quanto o republicano saem de suas pomposas convenções em que Barack Obama e John McCain, respectivamente, foram oficializados candidatos à presidência norte-americana, cresce ainda mais a disfarçada torcida por Obama, já manifestada, inclusive, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por líderes do PT e por quantidades imensas de apoiadores no seu recente tour pela Europa. O que estaria por trás, além da peculiar eloqüência verbal, dos trajes impecáveis e da óbvia popularidade automática de quem se coloca como principal rival de tudo que George W. Bush e seu governo significaram para o mundo nos últimos anos? Qual é a grande atração de um candidato que fala em tons de ameaça contra o Irã, promete uma retirada apenas parcial das tropas norte-americanas do Iraque e um esforço de guerra ainda mais intenso no Afeganistão, que se mostra totalmente subserviente à nata da elite econômica e política israelense incrustada no coração da sociedade norte-americana, que atrai a simpatia e a generosidade de uma wallstreet em polvorosa, que abriga em sua equipe econômica os principais arquitetos da desregulamentação financeira da década de




1990 que criou as condições para que ela neste ponto chegasse, que se revela disposto a apoiar medidas de segurança interna que colocam em xeque liberdades civis e que prontamente repudia com vigor antigos aliados que ousam falar em racismo numa sociedade ainda

abertamente influenciada por ele? A resposta beira o óbvio: Obama é negro. Assim sendo, sua candidatura possui a quase inexorável atração da visão, tanto para os norte-americanos quanto para o mundo, de que a sociedade dos Estados Unidos está no caminho certo para se tornar menos desigual. Para se tornar um local onde a cor da pele de uma pessoa não define os parâmetros gerais e específicos de sua posição. A visão de que, embora ainda não esteja exatamente lá, este dia se aproxima. A profundidade da credibilidade desta visão está diretamente relacionada às opções tomadas pela esquerda mundial a partir da década de 1960, quando parte dela gradualmente esvaziou a temática econômica e direcionou seus olhos para elementos culturais e movimentos novos que brotavam com força e pareciam capazes de questionar as estruturas da ordem social de então, como o negro, o feminista ou o gay. A chave para entender a candidatura de Obama, contudo, persiste na dimensão de suas implicações econômicas e na reprodução de modelos de dominação existentes. Sob esse prisma, esfumaçado pela atração que representa a ascensão de alguém com o tom de sua pele, Obama certamente não parece tão cativante quanto à primeira vista.



EXPLOSÃO - Explosão de um gasoduto boliviano perto da fronteira com a Argentina, na esteira dos violentos protestos na região de Santa Cruz contra o Governo Evo Morales, nessa semana, reduziu em 13% o fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil. Ameaça virou realidade.

Sexismo de Obama
Pressão de McCain
Sarah é o Alvo
Corrida presidencial à Casa Branca está pegando fogo depois dessa declaração do democrata Barack Obama referindo-se à chapa republicana: “Você pode colocar batom num porco, mas ainda assim ele é um porco”.

Contrariado e até irritado o candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, está exigindo que Obama peça desculpas também porque falou isso: “Você pode embalar um peixe velho num pedaço de papel velho e chamar isso de mudança, mas vai cheirar ainda pior depois de oito anos”. Para McCain, os comentários de Obama têm sido agressivos e ofensivos pessoalmente, enquanto Obama alega que McCain quer alimentar uma falsa polêmica. Clima é de baixaria na campanha.
Pelas últimas pesquisas, McCain tem 47% das intenções de votos, enquanto Obama tem 45%. Vantagem republicana é atribuída a chegada da vice Sarah Palin. Por isso, Obama resolveu disparar contra Sarah.


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