GAZETILHA
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O ano
de 2008 já deu mostras de que terá lugar destacado na história
moderna da humanidade. Em escala mundial e em planos variados.
Sem exagero.
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Tensões
na esfera das antigas repúblicas soviéticas confrontam a Rússia
e a OTAN, enquanto as crises (religiosa, política e militar),
no mundo árabe, dão mostras de revigoramento.
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Em termos eleitorais, as disputas no País não terão o appeal
do pleito dos EUA, que de resto produzirá efeitos e conseqüências
mundo afora. Principalmente se Barak Obama chegar lá. |
Uma observação mais atenta desse conjunto de detalhes agrava
em muito o potencial de risco da atual conjuntura política
e econômica mundial. Se já está difícil, pode ficar muito
pior.
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Crise boliviana
é novo fator de preocupação na América do Sul, que já vive sobressaltos
com o populismo dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael
Correa (Equador). |
Basta que a aversão ao risco se espalhe pelos mercados, com
fundamento ou sem razão, gerando um efeito manada. Já aconteceu
antes. Pode acontecer de novo. |
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BC
castiga PIB acelerado demais
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Um leitor menos atento teria ficado atônito: no mesmo dia em que
o Governo exultava com a notícia de um avanço do PIB da ordem de
6%, no primeiro semestre, o COPOM tratava de elevar novamente a
taxa básica de juros, que foi para 13,75%. Na verdade, o esforço
da autoridade monetária é para desacelerar o forte ritmo de atividade,
de modo a conciliar crescimento e baixa inflação. Do contrário,
arrisca-se comprometer fundamentos importantes do Plano Real.
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