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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 14/09/2008

OVERNO E CONGRESSO JÁ NÃO DISFARÇAM AS PREOCUPAÇÕES COM O AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO POLÍTICA NA BOLÍVIA. DE UM LADO, PELA ENORME DEPENDÊNCIA DO GÁS DAQUELE PAÍS, QUE RESPONDE POR METADE DAS NECESSIDADES BRASILEIRAS. DE OUTRO, PELO TENSIONAMENTO POLÍTICO EM REGIÃO ONDE O VENEZUELANO HUGO CHAVEZ ADORA MOSTRAR SUA SOLIDÁRIEDADE.

Sete anos depois da tragédia do 11/09, os EUA e boa parte do mundo civilizado continuam reverenciando a memória dos milhares de sacrificados no altar da intolerância humana. Ao menos isso. Pena que só isso.

Conjuntura piora lá fora

O noticiário sinaliza clara deterioração da economia internacional. Em particular os mercados dos EUA e da Europa, além do Japão. O risco de recessão continua presente, enquanto crescem os prejuízos no setor financeiro. Ironicamente, o arauto do liberalismo, o presidente Bush, teve que bancar uma estatização de US$ 200 bilhões nas gigantes do mercado americano de hipotecas. E não estancou o perigo de quebras.

GAZETILHA

O ano de 2008 já deu mostras de que terá lugar destacado na história moderna da humanidade. Em escala mundial e em planos variados. Sem exagero.

Tensões na esfera das antigas repúblicas soviéticas confrontam a Rússia e a OTAN, enquanto as crises (religiosa, política e militar), no mundo árabe, dão mostras de revigoramento.

Em termos eleitorais, as disputas no País não terão o appeal do pleito dos EUA, que de resto produzirá efeitos e conseqüências mundo afora. Principalmente se Barak Obama chegar lá.
Uma observação mais atenta desse conjunto de detalhes agrava em muito o potencial de risco da atual conjuntura política e econômica mundial. Se já está difícil, pode ficar muito pior.
Crise boliviana é novo fator de preocupação na América do Sul, que já vive sobressaltos com o populismo dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador). Basta que a aversão ao risco se espalhe pelos mercados, com fundamento ou sem razão, gerando um efeito manada. Já aconteceu antes. Pode acontecer de novo.
BC castiga PIB acelerado demais
Um leitor menos atento teria ficado atônito: no mesmo dia em que o Governo exultava com a notícia de um avanço do PIB da ordem de 6%, no primeiro semestre, o COPOM tratava de elevar novamente a taxa básica de juros, que foi para 13,75%. Na verdade, o esforço da autoridade monetária é para desacelerar o forte ritmo de atividade, de modo a conciliar crescimento e baixa inflação. Do contrário, arrisca-se comprometer fundamentos importantes do Plano Real.
EXCLUSIVO
Para quem imagina que a crise dos grampos já deu o que tinha que dar recomenda-se prudência. O tema tem alto poder de combustão e as previsões são de desdobramentos políticos importantes, tão logo seja encerrada a atual campanha eleitoral. Deputados e senadores certamente darão força para novas investigações.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva