Presidente Lula surpreende todo mundo anunciando compromisso o Brasil de
comprar à França, ao custo de R$ 10 bilhões, 36 supersônicos franceses Rafale
que há duas décadas fracassam em vendas internacionais. |
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ESTADISTA, ALUCINADO OU TRAPALHÃO? |
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Será
o presidente Lula da Silva o mais inteligente de todos os
dirigentes do mundo ou um grande e alucinado demagogo trapalhão?
Questão está sob análise e debate desde que Lula anunciou,
oficialmente, em pleno festivo 7 de setembro, nessa semana,
sem consultar ninguém do Governo brasileiro, o compromisso
de comprar da França, ao custo de R$ 10 bilhões, 36 aviões
caças Rafale, para reforçar a defesa militar nacional. Uma
decisão surpreendente, que está sendo saudada com foguetório
na França porque vai ajudar o país no investimento maciço
em seu programa militar e porque ninguém quer saber dos supersônicos
franceses.
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Com chefe do segundo maior aparato militar europeu, depois da
Inglaterra, sendo uma das maiores forças operacionais militares
do planeta, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, está desenvolvendo
um plano de fortalecimento e modernização de suas Forças Armadas
com investimentos de US$ 500 bilhões até 2020. Entretanto, diante
da crise financeira internacional, tem sido forçado a cortar
gastos e refazer planejamento. Mas veio ao Brasil, participar
da festa da Independência, em Brasília, e ganhou um presente
inesperado: o anúncio de Lula de que o Brasil vai comprar 36
supersônicos franceses Rafale, antes mesmo que tenha sido concluído
o processo de seleção e negociação que vem sendo conduzido pelo
Comando da Aeronáutica brasileiro. E a surpresa, dentro e |
fora do Governo, tem justificativa: aos países aos quais foram
oferecidos, como Cingapura, Coreia do Sul, Líbia, Emirados Árabes,
ninguém quer os caças franceses. Eles são produzidos há mais
de 20 anos pela fabricante Dassault, mas até hoje, o Governo
francês não conseguiu vender um só desses caças para o exterior.
Daí a reação de espanto da mídia francesa diante da decisão
do presidente Lula: “Muito bom para ser verdade. Até o final,
mesmo na Dassault, ninguém acreditava numa intenção de compra
do seu avião de combate pelo Brasil” (Lê Monde); “Foi uma surpresa,
mesmo que nos últimos dias o Brasil tenha dado a entender sua
preferência pela oferta francesa ”(Lê Figaro); “O Brasil aceitou
pagar US$ 80 milhões por caças su- persônicos franceses contra
US$ 60 milhões oferecidos pelos americanos e US$ 50 |
milhões pelos suecos” (Libération); “O Brasil vai ajudar a França
e a Dassault para vender os caças também para os Emirados Árabes,
a Líbia e a Suíça”(La Tribune). Para todos, o presidente Nicolas
Sarkozy voltou a Paris com um trunfo, a primeira venda internacional
do Rafale, e a decisão de Lula vai tirar a Dassault do risco
de grave crise. De acordo com a mídia francesa, se confirmado
o negócio, chegarão ao fim 20 anos de fracassos na venda do
Rafale. Além da estranheza da mídia da França, algumas perguntas
sobre a atitude do presidente Lula ainda precisam de respostas:
por que Lula fez o anúncio de uma decisão tão importante para
o Brasil sem consultar seu ministro da Defesa, Nelson Jobim,
e seu Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito? De forma atabalhoada,
injustificável, desrespeitosa e autoritária, o Lula |
atropelou os dois que cuidam, cautelosamente, das negociações
de compra de caças avaliando as propostas dos três concorrentes:
francesa Dassault, americana Boeing e sueca Saab. E porque Lula
anunciou esse negócio às pressas sem que o problema tenha sido
debatido pelo Congresso Nacional e muito menos pela população
brasileira que é quem vai pagar conta bilionária? Não se discute
a necessidade de modernização das Forças Armadas Brasileiras,
mas é questionável a conduta do presidente Lula assumindo decisão
tão importante para a Nação sem dar satisfação a ninguém, nem
mesmo ao seu ministro da Defesa. Lula deve esclarecimentos ao
Congresso e ao Brasil. Do contrário, já está assumindo o papel
de ditador. Estadista ou trapalhão? Eis a questão. |
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Depois
de atropelar seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do seu Comandante da
Aeronáutica, Juniti Saito, não consultados quanto à compra dos supersônicos
franceses, Lula deve esclarecimentos ao País. |