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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 13/09/2009

ALÉM DO PATERNALISMO
Os resultados obtidos pela senadora do Acre e virtual candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, na pesquisa CNT/Sensus divulgada nessa semana, certamente a consolidam como um nome competitivo para a sucessão do presidente Lula. Marina obteve entre 4,8% e surpreendentes 11,2% das intenções de voto nos mais variados cenários simulados pela sondagem. O suficiente, provavelmente, para animar ainda mais as aspirações eleitorais da senadora e seu mais novo partido,o Verde Marina, certamente, tem algo a ganhar com a forma pela qual é exposta ainda no embalo do rompimento com o PT. Predomina, por enquanto, uma postura paternalista para com a senadora. Uma visão que a con-sidera uma espécie de “pura”, afastada do cen-tro nervoso das piores práticas petistas, ainda que uma “sonhadora utópica“, defensora projetos supostamente irreais e inatingíveis. Como se a ênfase ambiental da parlamentar a impedisse de enxergar um quadro mais amplo e complexo do jogo político e econômico e das forças que nele estão envolvidas. O problema é que ambas as características atribuídas a ela dificilmente se sustentam. É verdade, sem dúvida, que o nome da senadora jamais foi envolvido nas muitas denúncias que acometeram o PT desde o início do Governo Lula. Ignorar que, para Marina, elas nunca foram suficientes para fazê-la



deixar o partido, o governo, ou, de maneira menos pretensiosa, esboçar questionamentos em público, é outra história. Não fosse isso, suas declarações de desembarque no PV, também marcado por frouxidões ideológicas, figuras questionáveis e significativa aceitação de que não espera um “partido perfeito”, já constituem sinal

transparente de que a senadora mantém certa flexibilidade. Um comportamento que, embora possa ter lhe garantido, ao longo dos anos de vida pública, alguma margem de manobra política, dificilmente serve para classificá-la como “pura”. Tampouco a imagem de “sonhadora utópica” lhe cabe, apesar do que a própria senadora diz. Sua ênfase na temática ambiental é, no mínimo, o devido reconhecimento da necessidade vital que a humanidade tem de alterar, radicalmente e em um curto prazo de tempo, a maneira como se relaciona com a natureza. Marina não ignora as demandas eco-nômicas, apenas parece ter a pretensão de equa-cionar estas com uma efetiva sustentabilidade ambiental. Também já mostrou, em alguma medida, saber agir concretamente, de acordo com sua visão, quando um conflito entre as duas dimensões precisa ser enfrentado. Ainda que algumas vezes, quando no comando do Ministério do Meio Ambiente, a tenha subordinado às decisões divergentes do conjunto do governo. Ainda assim, por tudo isso, o paternalismo não lhe cai bem. Se quiser aumentar, ou mesmo manter, em 2010, os números da CNT/Sensus dessa semana, a candidatura Marina precisa avançar. Infelizmente para ela e seus simpatizantes, muito e em pouco tempo.



FANÁTICO- Seqüestrador do avião da AeroMéxico, com 112 passageiros, nessa semana, Josemar Flores, boliviano, preso, disse à Polícia que cometeu o delito porque desejava transmitir ao presidente Felipe Calderón uma “mensagem divina” sobre terremoto. Loucura.

Chávez na Bolívia
Reforma de Obama
Berlusconi e Sexo
Com a ajuda do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o Governo da Bolívia vai construir quartéis próximos da fronteira com o Brasil para maior controle do contrabando e tráfico de drogas..

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Em duro discurso nessa semana, o presidente dos EUA, Barack Obama, criticou os republicanos que estão se opondo à reforma do sistema de saúde, que pretende universalizar o atendimento médico-hospitalar e reduzir o gasto anual de US$ 2,3 trilhões das famílias e do Governo. Obama pediu o fim das rixas partidárias e alertou que vai fazer a reforma da saúde mesmo sem o apoio dos republicanos. A reação republicana foi imediata criticando o custo do projeto.
Mais uma bomba nos escândalos sexuais do primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi. Empresário diz que levou 30 moças de programa para 18 festas dele em troca de favores políticos.

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