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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 13/09/2009

E A QUEDA NOS ÍNDICES DE ACEITAÇÃO DO PRESIDENTE LULA E SEU GOVERNO, DENTRO DA PESQUISA CNT/SENSUS, NÃO CHEGAM A PREOCUPAR, INQUIETA A BASE ALIADA PERCEBER QUE A TRANSFERÊNCIA DE VOTOS PARA A PRÉ-CANDIDATA DILMA ROUSSEFF PARECE TER ESTAGNADO NO PATAMAR DOS 20%. SE NÃO HOUVER REAÇÃO ATÉ O FIM DE 2009, TEME-SE A CRISTIANIZAÇÃO DO NOME BANCADO POR LULA.

Uma linda visão que preocupa: os belos gramados verdes de Brasília, em plena época da seca. O clima está mudando a olhos vistos, mas o homem ainda ignora estes avisos da natureza.

Reformas não saem da gaveta

O Governo Lula passou sete anos falando na necessidade de reformas vitais para que o País possa dar um novo salto à frente. Reformas como a tributária, sindical, trabalhista e de definição de marcos regulatórios. Discursou muito. Reuniu-se muito. Elaborou propostas. Mas não se mobilizou, verdadeiramente, para sua aprovação. Nada será feito no ano que vem. E mais uma vez o tema fará parte das eternas promessas eleitorais.

GAZETILHA

O brasiliense está surpreso com o volume de chuvas que caem no DF desde o início de setembro. Em plena época do que tradicionalmente é o auge da seca candanga.

Os cientistas estão roucos de alertar os governantes. Mas os fóruns de governança global, como o G-20 e os painéis da ONU sobre clima, não conseguem tomar decisões coerentes.

Os habitantes de inúmeras cidades do Sul e Sudeste estão enfrentando novas situações de calamidade pública, por conta de vendavais e inundações que mataram dezenas de pessoas.
A agenda ambiental marca para Copenhagem, no final do ano, outro grande encontro. A oferta dos países industrializados para 2050 não anima nem os mais crédulos.
A população de Santa Catarina ainda não se recuperou da tragédia do final de 2008 e já se vê às voltas com mais inundações, mortes e destruições. O clima está sinalizando mudanças. O nível dos oceanos está subindo. Secas, erosões e inundações indicam mudanças no mapa mundi do meio ambiente. As cidades já pagam um alto preço. Logo, logo, será o campo.
Política fiscal deixa economia em xeque
O País levou 15 anos e muitos governos para apresentar-se ao mundo como porto seguro para investimentos e terra de oportunidades, em ambiente de estabilidade política e econômica. Pois no afã de rapidamente sair do buraco da crise internacional, o Governo Lula afrouxou a política fiscal. Surgem temores de indesejada volta ao passado inflacionário. As agências de análise de risco acenderam o sinal amarelo: 2010 pode agravar a frouxidão das políticas fiscal e monetária.

EXCLUSIVO
Sobe a temperatura no mundo político e círculos adjacentes, como são as chamadas entidades de classe e organizações da sociedade civil. E tudo por conta da nova rodada de pesquisas de opinião, safra que vem a público um ano antes da próxima grande eleição nacional. Situação e oposição esmiúçam os números.


Expediente Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Raphael Bruno Renato Riella
Jota Alcides Tribuna Aldo Paes Barreto Sérgio Oliveira Luiz Roberto Marinho Kleber Sampaio Aldemar Paiva