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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 13/07/2008 |
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LÓGICA
PERVERSA
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a uma concepção maior sobre o papel das forças policiais na presente conjuntura de profunda exclusão que marca o cenário urbano das grandes metrópoles brasileiras, em especial o Rio de Janeiro. No primeiro caso, o ministro da Defesa, Nelsom Jobim, correu para amparar familiares das vítimas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu na necessidade de indenização. Relutou, contudo, em retirar o Exército da periferia da cidade. Raramente um discurso do Presidente não é permeado por alguma espécie de referência aos mais “pobres” deste País, na maioria das vezes no sentido de que as Nações do Governo estariam orientadas |
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Crescimento para alterar, de forma significativa, o atual quadro excludente. Parceiro de Lula e governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral também não fica muito atrás. Sob seu comando, a polícia carioca experimenta o que talvez seja a sua fase mais violenta e brutal. Enquanto a cada mês os recordes de “mortes em confronto” com a PM do estado vão às alturas, Cabral comemora ações policiais desastrosas na periferia como modelo, como denunciou o relatório da Organização das Nações Unidas ao se referir à política de segurança do Rio como “extermínio”. Quando um comandante da PM carioca começa a se referir a suas forças | como o “melhor inseticida social” existente, toda uma nova dimensão de possibilidades de abusos e desvios se abre. A perversidade dessa lógica, contudo, é mais clara no segundo caso. Isso porque muito dessa política de segurança é impulsionada pela forma limitada e assustada com a qual as classes médias e altas enxergam a exclusão social e pressionam o Governo no sentido de agir em sua proteção. Falham em perceber que quando se está disposto a abrir mão de direitos em nome da ordem o fascismo bate na porta. E, uma vez liberto, este ganha dinâmica própria. Fora de controle, ricocheteará para todos os lados. Sem exceções. |
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PETRÓLEO - Melhorar o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado do petróleo, estimulando o diálogo entre países produtores e consumidores, é o melhor caminho para conter a alta dos preços dos combustíveis. Para dizer isso, os líderes mundiais nem precisavam ter feito reunião no Japão. |
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Bush
e o Aquecimento
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Governantes Turistas
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Lula
Frustrado
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| Durante reunião dos países mais ricos do mundo, no Japão, nessa semana, o presidente dos EUA, George Bush, pediu pressão também sobre China e Índia para redução de suas emissões de gases poluidores. |
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Resultado
da reunião das maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento do
mundo em Toyako, no Japão, foi ridículo. Seus líderes divulgaram uma morna
e apática declaração conjunta sem nenhuma novidade quanto ao graves efeitos
da crise ambiental. Registaram apenas algumas intenções para depois de
2.050, quando os líderes serão outros. Deixaram a impressão que foram
ao Japão somente para um passeio e descanso, como turistas de luxo.
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Bem que o presidente Lula tentou, defendeu e insistiu, mas não conseguiu incluir o biocombustível como alternativa para a crise energética internacional no documento dos líderes mundiais reunidos no Japão. |
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