| Pelos
cálculos mais sensatos do Governo Lula, estão garantidos 44
votos e faltam ainda cinco dos 81 senadores para prorrogação
da famige-rada CPMF até 2011. Não vai ser fácil e situação ficou
mais complicada após decisão dos 13 senadores do PSDB, nessa
semana, de rejeitar a CPMF. Combativo e determinado na luta
contra o maldito imposto, o líder do partido no Senado, Arthur
Virgílio, esclarece: “O Governo não vai fazer com o PSDB uma
negociação de mercado persa. Ele já colocou sua proposta e não
aceitamos. O partido vai votar unido contra a CPMF. Nem vai
precisar fechar questão. Isso não é casa de dona Noca, onde
cada um vota de um jeito”. Até o início dessa semana, o DEM
era o único bloco expressivo de resistência à CPMF conquistando,
por isso, simpatia e apoio populares. Mas, com dois fortes pré-candidatos
à Presidência em 2010, governadores de São Paulo, José Serra,
e de |
Minas,
Aécio Nves, que andaram se movimentando pela manutenção da CPMF,
de olho em R$ 40 bilhões anuais, caso um deles chegue ao Governo,
o PSDB descobriu, em tempo, que estava descendo do muro pelo
lado errado. Durante os últimos dias, os senadores do partido
constataram o enorme desgaste em suas bases de apoio somente
porque estavam negociando com o Governo. Eles foram exigindo
e o Governo cedendo, exigindo mais e o Governo cedendo. Devidamente
autorizado pelo presidente Lula, o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, chegou a se comprometer com o PSDB em elevar o limite
de isenção da CPMF para quem tem renda até R$ 4.340,00, muito
acima do limite antes oferecido, de R$ 1.642,00, e promover
uma desoneração de R$ 2 bilhões. Muito pouco, pouquíssimo diante
de uma dinheirama de R$ 40 bilhões. Entretanto, não foi só essa
condição pífia da proposta do |

Arthur Virgílio
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pretende reverter a situação e conseguir o apoio indispensável
do PSDB, mas isso agora está muito difícil depois
da decisão da bancada no Senado. Como a questão é
fechada no DEM – seus 14 senadores votarão contra
a CPMF - desde a decisão do PSDB também rejeitando
o
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ministros
e líderes de Lula no Congresso intensificaram as articulações
durante essa semana. Esperam, inclusive, voltar a contar
com o apoio dos governadores José Serra e Aécio Neves
para uma revisão de posição do PSDB. Mas, novos problemas
surgem entre os próprios aliados. Com
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Governo que fez o PSDB recuar e encerrar as negociações.
Pesou muito mais o desgaste popular que passou a sofrer
por negociar um imposto rejeitado por 95% dos brasileiros.
Embora a questão ainda não esteja fechada no PSDB, Arthur
Virgílio acredita que o partido votará unido pela extinção
imediata da CPMF. Tasso Jeiressati, presidente do PSDB,
Sérgio Guerra, futuro presidente, Lúcia Vânia(GO) e Eduardo
Azeredo(MG) são os quatro senadores tucanos que vinha
se manifestando favoráveis à manutenção do imposto. É
através deles que o Governo ainda |
imposto,
o Palácio do Planalto está refazendo as contas e aumentando
as pressões sobre aliados. Dos 20 senadores do PMDB,
três são rigorosamente contra o imposto: Pedro Simon
(RS), Jarbas Vasconce-los(PE) e Mão Santa(PI). Mas,
o bloco dos senadores ditos favoráveis à CPMF, 17 do
PMDB, 12 do PT, 5 do PTB, 3 do PDT e 10 de outros partidos
ainda são insuficientes para a vitória do Governo. Assim
como aconteceu no PSDB, no PMDB começa a haver um certo
incômodo pelo apoio fechado ao imposto cada vez mais
impopular. Por isso, os
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cinco senadores, dos quais dois contra, o PDT começa a
fazer exigências e poderá se tornar o fiel da balança
nessa votação. Ao mesmo tempo, o PMDB, favorável à CPMF,
agora exige uma redução na alíquota de 0,38% já a partir
de 2008. Diante desse imbróglio, o Governo enfrenta o
primeiro grande teste no Senado nesta semana, quando a
Comissão de Constituição e Justiça vai analisar o parecer
da relatora Kátia Abreu(DEM-TO), totalmente contra a prorrogação
da maldita CPMF, convencida de que o Senado deve avançar
em sintonia com a sociedade brasileira. |
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