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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 11/11/2007


A BEATA
Zefa tem a “saliença” traseira bem reforçada
e na garupa do jegue
só viaja esparramada... Avantajada e peluda,
Zefa é fofa e popozuda, balofa e afolosada!
Pra se apeiá sem escora deixou a saia enganchada... Rasgando a parte da bunda Zefa ficou devassada.
No seu andar vagaroso mostrava o rabo lustroso
pra toda rapazeada!

Por insistência da Zefa, que é beata de nascença, Tonho saiu de Olinda
no lombo do “Incelença”; um jumento de primeira que na cidade praieira
vive sem pedir licença!

Na igrejinha enfeitada
chegaram depois da hora. Quando Zefa foi entrando
foi aquela brasa, mora... Tonho que vinha de costas não viu Zefa descomposta quase com o bumbum de fora!

A missa então foi sustada
pois era risada à bessa...
Zefa com tudo de fora
dizia só: - Ora essa!
De quem é que estão mangando? Ou o Padre tá estranhando
o meu tipo de promessa?


Pérolas

Cultivada pelo Biu Mossoró via Pedro Codá (Maceió):

“A vida do homem só é vida, quando vivida e envolvida na vida de uma mulher da vida”.

O CAUSO EU CONTO:
Cavalo Pampa
Ao meu tempo de estudante, gastava minhas férias em Porto Calvo, cidade alagoana onde morreu Calabar. Justamente ali, meu avô Pai Olímpio era Coletor Federal. Da sua casa, bem junto ao mercado público, debruçado na janela, eu dominava toda a feira tipicamente matuta. Naquele sábado, assistia à ação de dois sujeitos que tentavam enganar um pobre homem, que pretendia vender seu lindo cavalo pampa. Levaram o matuto para uma bodega e tentando embriagar o mesmo, queriam levar o animal por um preço bem irrisório. Já cansado da bebida e da insistência, o dono do cavalo decidiu: - Querem saber de uma coisa? Eu já desisti de vender meu cavalo. Ia vender pro mode beber uns tragos... Mas, se já bebi de graça e já tô puxando fogo... pra que vender?
  Pernambuco,
você é meu!

           No Dia de Finados em Paulista (PE), famílias inteiras acorreram ao cemitério do Kennel Clube, depositando flores nas sepulturas de gatos, cachorros e até papagaios. O “Bosque da saudade” dos bichos funciona há mais de uma década. Nos jazigos construídos em mármore, cerâmica e cimento há inscrições carinhosas de saudade, talhadas nas lápides. Iniciativa do empresário Roberto Schnebalg, com esse serviço funerário, é um sucesso.


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