GAZETILHA
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Apesar
da aridez das discussões econômicas, todo o debate em torno
da renovação da CPMF está oferecendo ótima oportunidade para
que a sociedade avalie quanto paga de impostos.
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Na verdade,
o Governo ficou mal acostumado. Ao invés de procurar eficiência
e melhorar a qualidade dos gastos, sempre repassou para o
cidadão a tarefa de fechar suas contas.
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A CPMF, que começou provisória e o Governo hoje já apresenta
como permanente, nasceu para reforçar as verbas para a saúde
pública. Mais de 10 anos após, o quadro é de penúria. |
O resultado é que o cidadão brasileiro paga muito imposto.
Seja em termos absolutos, já que equivale a quase 37% do PIB,
ou relativos, considerando o que paga e o que recebe em troca.
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O Governo
também criou um imposto sobre combustíveis (a CIDE), destinado
a resolver os problemas das estradas. Mas esse dinheiro pouco
foi usado para melhorar a malha rodoviária. |
E a classe média é a mais sacrificada. Além de contribuir com
a saúde, a educação e a segurança públicas, ainda tem que pagar
planos de saúde, escolas particulares e serviços de vigilância.
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Janela
de prosperidade ameaça fechar
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Com o barril de petróleo batendo nos 100 dólares e a principal economia
do planeta a caminho de sofrer uma desaceleração (seria um resfriado)
ou entrar em recessão (seria uma pneumonia), o mundo vai acordando
para o incômodo risco da atual janela de prosperidade começar a
fechar. O Brasil está mais preparado que no passado, mas o presidente
Lula terá de administrar problemas que até aqui preferiu ignorar.
A começar por reformas e ajustes no setor público.
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