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| FATORAMA | |
| Jornal de opinião da Capital brasileira | |
| HOME Brasília - DF 12/10/2008 |
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O FIM DOS DESCAMISADOS?
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recente do País. Muitas vezes, complementada por uma não menos estranha identificação do eleitorado de classe média alta e de maior instrução com as propostas da esquerda, algo ligado ao reconhecimento das profundas desigualdades que marcam a sociedade brasileira, ainda que pelos grupos sociais que não sofrem tão agudamente suas mazelas, a não ser indiretamente, talvez, seja pelo crescimento da violência urbana seja pela proliferação dos pedidos de esmola em semáforos. Qualquer superficial observação do perfil do eleitorado de Collor e de Lula nas eleições de 1989, por exemplo, serve para reforçar empiricamente esse tipo de perspectiva. Aparentemente, o |
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eleições presidenciais de 2006, quando as opções preferenciais do país se dividiram, basicamente, entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste, mas se consolidado, definitivamente, nas eleições municipais de do-mingo passado. Nas grandes metrópoles brasileiras, em especial São Paulo, a divisão dos votos de candidatos governistas e de oposição entre periferia e centro ilustraria com precisão a cristalização de um movimento que representaria, em última instância, um crescimento da consciência política brasileira. Tal percepção, entretanto, não poderia ser mais enganosa e só pode ser levada adiante caso se abdique de qual quer análise concreta dos tipos de opções políticas | das forças governistas que vá além de uma vaga referência a uma “preocupação com o social” ou a uma alusão, tão utilizada por líderes petistas, a um “governo que governa para todos”. Para todos, sim, incluindo-se ai os milhões de brasileiros beneficiados pelos programas de trans-ferência de renda, mas também outros setores não tão necessitados assim das benesses do governo, como o grande capital financeiro e estrangeiro. Estes últimos, diga-se de passagem, em um nível bem mais elevado do que os primeiros. Um verdadeiro processo de conscientização política do País vai muito além do que conta a versão simplista difundida pelo PT. Tim Maia agradece. |
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FURACÃO - Além do furacão financeiro, os Estados Unidos também contam os prejuízos causados pelo furacão Ike. Milhares de pessoas estão exigindo indenizações de associações de seguro. Prejuízos da tempestade, acompanhada de enchentes, podem superar os US$ 3 bilhões. |
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Obama
e os Gastos
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Bush e a Transição
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Francês
Prêmio Nobel
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| Candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama é o campeão dos gastos nessa campanha presiden-cial. Somente os anúncios publicitários devem chegar aos US$ 90 milhões até as eleições em novembro. |
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Com
a mais baixa popularidade da história e enfrentando a maior crise financeira
de todos os tempos, o presidente George Bush já cuida da transição para
o novo presidente norte-americano a ser eleito em novembro próximo. Bush
determinou a sua equipe uma transição “tranqüila e efetiva”, tendo em
vista que o país está em guerra interna, lutando contra o furacão financeiro,
e outra externa, contra os ataques terroristas. Ordem é facilitar a transição
para Obama e McCain.
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Romancista francês Jean-Marie Le Clézio é o novo Prêmio Nobel de Literatura por sua obra caracterizada “pela aventura poética e pelo êxtase sensual”. Vai receber da Academia Sueca o prêmio de US$ 1,4 milhão. |
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