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FATORAMA
Jornal de opinião da Capital brasileira
HOME   Brasília - DF 12/10/2008

MINISTRO TARSO GENRO, DA JUSTIÇA, ACHA QUE O PRESIDENTE LULA JÁ ESCOLHEU A MINISTRA DILMA COMO SUA CANDIDATA AO PLANALTO, EM 2010. ELE DEVE SABER O QUE DIZ, AFINAL É MINISTRO, PRÓXIMO DE LULA E PETISTA, TAL COMO DILMA. A QUESTÃO É: POR QUE FEZ TAL CONFIDÊNCIA, EM 2008? PARA QUEIMAR DILMA, APOSTAM MUITOS, DESCONFIADOS DAS AÇÕES DE LULA.

A crise financeira tem uma overdose de exposição na mídia. No Brasil e no mundo. Algo natural, que também é preocupante. Afinal, milhões de leigos estão impressionados ou apavorados, prestando-se ao efeito manada dos especuladores.

Risco. Agências desmoralizadas

Não fosse uma tragédia a crise que ameaça a economia do planeta, e a desmoralização das agências internacionais de avaliação de risco já teria virado a maior piada dos últimos tempos. Agências que durante décadas tiveram poder de vida ou morte sobre os grandes fluxos internacionais de investimentos. Pois elas, especializadas que diziam ser na avaliação de riscos não viram o que vinha por aí. Risco, mesmo, é orientar-se por elas.

GAZETILHA

O final de ano em 2008 promete emoções fortes como de há muito não se via. Começaram em outubro. E não vão parar até dezembro. Nos campos mais variados de atividades.

E temos os desdobramentos da crise financeira que varre o mundo. Bastaria isso para fazer do final de 2008 uma tensa montanha-russa coletiva. O primeiro momento é de cautela.

No futebol, por exemplo. Quem imaginava, no início deste ano, que Vasco e Fluminense estariam a um passo, pequeno, do rebaixamento no campeonato brasileiro? Fortes emoções.
O segundo round desse processo projeta-se sobre 2009 e 2010. Há convergência, hoje, em torno de previsões de menor crescimento, a nível mundial. Alguns viverão recessões.
As eleições naturalmente são focos de muito interesse e tensões, também. Entre partidos, candidatos e eleitores. Ainda que municipais, sinalizam claros vínculos com o jogo de 2010. A tradução prática desses efeitos se dá via aumento de desemprego e piora das condições de vida, em graus variados. Tudo indica que por aqui não será tão grave. Ainda bem.
Capitalismo regulado é projeto em gestação
A crise financeira que varre o mundo e já sinaliza claros reflexos sobre a chamada economia real, com previsões de recessão ou desaceleração das atividades mundo afora, já deixou duas lições: do jeito que estava não vai continuar; o novo papel do setor público ainda é uma incógnita. O mundo das finanças terá, por muito tempo, um novo e incômodo acionista: o Estado. Como desembarcar o gestor público, para evitar outros males no futuro, será o desafio.

EXCLUSIVO
O nervosismo do presidente Lula com o agravamento da crise financeira mundial já é evidente. De um lado, claro, pela perspectiva de ter de administrar um problema que não esperava. E de bom tamanho. Mas de outro lado, pelas conseqüências dessa crise sobre o projeto eleitoral de 2010. O paraíso de 2009 já foi para o espaço.


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